15 de jul. de 2026 - Por Alessandra Bernardo
Foto: Arquivo/Agência Brasil
A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, recebia R$ 250 mil por mês em propina de entidades investigadas no esquema de descontos associativos irregulares aplicados em aposentadorias e pensões.
A informação consta no relatório final de 839 páginas da Operação Sem Desconto, que indiciou Stefanutto e outras 47 pessoas. Segundo a PF, o ex-presidente era identificado pelo apelido de “Italiano” nas agendas de investigados e em mensagens que tratavam de pagamentos e confirmações de recebimento.
De acordo com a investigação, as conversas reunidas pela PF indicam repasses frequentes ao então presidente do INSS durante o funcionamento do esquema. O relatório foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça.
Após a conclusão do inquérito, a defesa de Alessandro Stefanutto informou que vai pedir ao Supremo a revogação da prisão preventiva. Os advogados alegam que a investigação foi encerrada e que agora o caso seguirá para análise da Procuradoria-Geral da República, o que, na avaliação da defesa, justifica a revisão da medida cautelar.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos em contracheques de aposentados e pensionistas do INSS. Até o momento, as conclusões apresentadas pela PF ainda serão analisadas pela PGR e pelo STF.
Fonte: Blog do BG
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