22 de jun. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) do Município de Natal está desatualizado há quase seis anos. O documento entregue em outubro de 2008 fez um levantamento de 74 áreas críticas nas quatro zonas da cidade.
O estudo tem como objetivo a prevenção de desastres socioambientais e apontou a necessidade de reversão do risco através de medidas capazes de promover conforto ambiental. Entre as áreas destacadas, a região que sofreu deslizamento de terra e deixou quase 200 desabrigados em Mãe Luíza não foi citada no relatório.
Desde que o deslizamento de terra provocado pelas chuvas abriu um ferida na rua Guanabara e arrastou dezenas de residências morro abaixo, levando embora o patrimônio material e trazendo dúvidas quanto ao futuro para dezenas de famílias, a população natalense preocupa-se com a possibilidade de novos desastres. A pergunta que surge é: Natal está preparada para enfrentar novos problemas e conhece todos os pontos críticos existentes? A resposta é não.
Pelo menos é essa afirmativa que se pode fazer ao analisar o único documento existente que trata sobre o assunto. No dia 5 de outubro de 2007, a Prefeitura do Natal, através da secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), assinou contrato com a empresa Acquatool Consultoria S/S Ltda com o objetivo de que apresentar soluções para a gestão das áreas de risco presentes no município. Um ano depois, o resultado do trabalho foi apresentado sob o título de Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) do Município de Natal.
Com 29 áreas, a zona Oeste é a região com o maior número de locais arriscados. A zona Leste apresenta 19 pontos críticos. É nesta região onde estão localizadas as duas áreas que, agora, concentram as atenções das autoridades: Jacó e Mãe Luíza. No entanto, no documento apresentado em 2008, o bairro Mãe Luíza aparece com áreas problemáticas nas proximidades do Parque das Dunas. As ruas Guanabara e Atalaia não são citadas.
Com informações da Tribuna do Norte
Fonte: Blog do BG
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