25 de out. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Para forçar o PT a ceder espaço privilegiado em alianças majoritárias, o partido do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, vem ensaiando uma rebelião.
O clima alcança os estados do Maranhão, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
Os peemedebistas apelam para a força de sua bancada no Congresso Nacional para conquistar espaços privilegiados na montagem das alianças visando às eleições de outubro do próximo.
O PMDB quer a cabeça da chapa majoritária e não quer palanque duplo para a presidente Dilma Roussef. Trocando em miúdos: o PMDB quer ter o candidato a governador e não quer Dilma subindo de outros candidatos.
No ensaio da rebelião, vale tudo. Vale até apelar para a convocação de uma convenção em março do próximo ano para discutir o apoio à candidatura de Dilma à reeleição.
Por enquanto são seis diretórios. Se nove diretórios se juntarem com o mesmo propósito, o comando nacional do partido será forçado a convocar a discussão sobre a posição do partido em relação às eleições presidenciais.
E o apoio a Dilma pode virar, definitivamente, moeda de troca na conquista espaços melhores nas alianças estaduais.
O PMDB do Rio Grande do Norte está, pelo menos por enquanto, fora da rebelião.
O PMDB que sabe muito bem o que é reservar palanque duplo.
Em 2010, Garibaldi Filho apoiou a então senadora Rosalba Ciarlini e Henrique Alves ficou, pelo menos até a metade da campanha, com o então governador Iberê Ferreira.
Quando Dilma Roussef veio a Natal, reuniu no mesmo palanque Iberê e o então ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, candidato pelo PDT, além de Wilma de Faria e Garibaldi Filho.
Só Rosalba Ciarlini ficou de fora. E terminou ganhando a eleição.
Conclusão: Não será por causa de palanque duplo que o PMDB potiguar irá aderir à rebelião de alguns estados.
Fonte: Blog do BG
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