30 de ago. de 2013 - Por bruno
O PMDB reúne na tarde desta sexta-feira, 30, sua Comissão Executiva, sob a presidência do deputado federal Henrique Eduardo Alves. Mais tarde do que desejava o senador e ministro Garibaldi Filho e mais cedo do que pretendia Henrique Alves, o PMDB vai anunciar o rompimento político com a governadora.
Peemedebistas ligados a Garibaldi Filho apressaram a decisão e deixaram o presidente estadual do partido na obrigação de acompanhar. As bases do PMDB querem um candidato próprio a governador. Garibaldi Filho jura que não quer. Walter Alves diz que não deseja mas tem seu nome cada vez repetido por prefeitos e outros políticos filiados ao partido. Henrique, que a principio era considerado um forte candidato, deseja partir para o décimo-segundo mandato de deputado federal e ambiciona dirigir a Câmara doa Deputados por mais dois anos.
Nada está decidido. O PMDB ainda não sabe quem será o seu candidato ao governo, mas há sinais de fumaça que indicam os rumos que o partido pretende tomar.
Esta semana, depois de se encontrar com Henrique Alves na presidência da Câmara, em Brasília, o deputado Nelter Queiroz, espécie de cristão-novo no PMDB, defendeu que o PMDB escolha o seu candidato após a realização de pesquisas. Uma espécie de prévia. O candidato natural do partido é Garibaldi Filho. Se ele não quer, os peemedebistas discutem dois nomes: Henrique e Walter.
O rompimento será o primeiro ato depois do inicio da entrega dos cargos no governo por alguns peemedebistas. Luiz Eduardo Carneiro Costa, Getulio Batista e Fernando Dinoá, todos ligados a Garibaldi Filho, entregaram seus cargos. Junior Teixeira, secretário da Agricultura e indicado por Henrique Alves, ainda não.
Prova de que há divisões, sim, entre o PMDB de Garibaldi e o PMDB de Henrique. O deputado queria mais tempo para construir e consolidar o discurso que usa a presidência da Câmara para ajudar o Rio Grande do Norte.
No discurso de hoje à tarde, Henrique dirá que fez tudo o que era possível para ajudar o governo de Rosalba Ciarlini, a quem não deu apoio nas eleições de 2010.
Concretizado o rompimento, restará acompanhar e saber que PMDB conduzirá o processo de formação de alianças e acordos eleitorais para 2014. Se o PMDB de Garibaldi ou de Henrique. O PSB de Wilma de Faria, o PT de Fátima Bezerra, o PSD de Robinson e Fabio Farias e o PDT de Carlos Eduardo esperam ansiosamente.
Fonte: Blog do BG
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