23 de mar. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
Em uma das entradas do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) das Rocas, a cena de algumas viaturas paradas encostadas com pneus furados recepciona o visitante. De acordo com um dos policiais que não quis se identificar, quando o veículo é locado pelo Estado, ele rapidamente é reposto, porém, quando faz parte da frota própria, fica dias aguardando o reparo.
Não há números oficiais, mas os depoimentos de policiais mensuram o problema. Assim como acontece na Polícia Civil, viaturas da Polícia Militar deixam de circular por danos mecânicos e demora no conserto. Sem o auxílio governamental, a própria população é quem socorre os policiais.
Na tarde da última sexta-feira, o 1º BPM contava com cinco viaturas disponíveis para fazer o policiamento nos bairros que compõem a área de atuação do Batalhão. “Hoje está bom, já teve dia que a gente teve dois carros para o fazer toda essa área. O ideal seriam cerca de 12 veículos”, confidenciou o soldado que conversou com a reportagem.
O batalhão tem um oficial designado para efetuar reparos nas viaturas problemáticas, todavia, este esbarra na falta de equipamento e peças para concluir o trabalho. “Hoje mesmo ele veio aqui, fez um reparo em um carro, e ele está agora na rua. Mas tem situação que não dá para fazer isso. Algumas vezes um comerciante do bairro ajuda fazendo um remendo aqui, outro ali”, completou.
No bairro de Pajuçara, zona Norte de Natal, onde atua o 4º BPM, o borracheiro Francisco das Chagas Pereira, destaca que é comum fazer serviços em viaturas, “geralmente uma ou duas vezes por mês”. Ele diz que, na maioria das vezes, o serviço é feito de graça, com a intenção de que o carro não pare de circular. “Algumas vezes uns pagam, em outras ocasiões, acabo não recebendo. Mas eu faço, porque se não tiver veículo para circular, o maior prejudicado acaba sendo eu mesmo”, revelou.
Com informações da Tribuna do Norte
Fonte: Blog do BG
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