15 de abr. de 2020 - Por bruno
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Duas semanas antes de o Governo do Estado anunciar que iria contratar a instalação de um hospital de campanha na Arena das Dunas, pelo custo total estimado em 37 milhões de reais, a Prefeitura do Natal anunciou que iria fazer o mesmo.
O prefeito Álvaro Dias anunciou, então, que por um custo de 8 milhões de reais instalaria um hospital de campanha no antigo Hotel Parque da Costeira, desativado no ano passado e tomado pela Justiça do Trabalho para pagamento de dívidas trabalhistas. A justiça doou a prefeitura o prédio sem custo para instalação do equipamento.
Só o que o prefeito Álvaro Dias, na pressa de ganhar os holofotes da mídia, esqueceu – como diria a ex-ministra Zélia Cardoso de Melo, aquela que confiscou a poupança de todos os brasileiros em 1990 – uns “pequenos detalhes”.
O prefeito chegou a dizer em um entrevista no dia 07/04 a Diógenes Dantas que o custo tinha passado de R$ 8 milhões para R$ 12 milhões, mas esqueceu não só nessa entrevista, mas em todas as outras de citar que iria precisar gastar até R$ 26 milhões a mais para contratar terceirizados para fazer o hospital funcionar por até 6 meses.
Coube ao jornalista Dinarte Assunção, expert em jornalismo investigativo, soltar a bombar revelar os “pequenos detalhes” esquecidos pelo prefeito: primeiro, o custo inicial pulo inicial para instalação de 8 milhões para 12 milhões de reais só em obras e equipamentos basicos.
Segundo, além dos 12 milhões de reais iniciais, a Prefeitura também firmou contratos de terceirização. 19, 1 milhões de reais serão gastos com a contratação de técnicos através da empresa T&N. Outros 7,3 milhões de reais para a contratação de pessoal de serviços gerais.
Façam as contas, prezados leitores: isso tudo somado chega a 38,4 milhões de reais. Acima dos 37 milhões de reais previstos pelo Governo do Estado para o hospital de campanha na Arena das Dunas, hospital esse do estado, que gerou toda indignação da sociedade potiguar devido ao montante empregado e pela falta de esclarecimento por parte do Governo.
Outro “pequeno detalhe”: o custo total do hospital de campanha da Prefeitura do Natal não inclui, ainda, o valor de contratação dos médicos, dito pelo próprio secretário em entrevista ao Jornal 96 desta terça-feira 14.
Perguntas que não querem calar:
1) Por que a Prefeitura não divulgou em várias entrevistas do prefeito e do secretário os detalhes sobre os verdadeiros valores do custo de implantação do hospital de campanha municipal?
2) Até quando a Prefeitura pretendia omitir esses números?
3) Cadê a reação do Sindicato dos Médicos que chegou a entrar com ação judicial para impedir o governo do Estado de implantar o hospital de campanha? Cadê a Classe política para defender a sociedade?
4) Cadê a competente equipe de comunicação da Prefeitura que não cuidou de divulgar os custos da Prefeitura, da mesma forma que tratou de ganhar espaços na mídia com um hospital de campanha em um hotel desativado?
5) A indignação da sociedade e da classe medica só cabe no caso do Estado e não no da Prefeitura?
6) Por que a PMN não divulgou com estardalhaço o chamamento público para a contratação de tantas terceirizações que o montante ultrapassam 30 milhões de reais?
7) Quem foram as 6 empresas que atenderam o chamamento público, quais os preços apresentados e de onde são essas empresas?
O BlogdoBG, seus leitores e toda sociedade potiguar aguarda respostas para esses questionamentos.
Fonte: Blog do BG
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