05 de ago. de 2025 - Por Gabi Fernandes
Foto: Divulgação
A reestreia da Procuradora Marjorie Madruga no debate público sobre a orla de Natal e seus ativos naturais acontece com um novo alvo, mas com o mesmo roteiro. Desta vez, é o Parque Linear que entra na mira. O discurso se repete: insinuações de falta de diálogo, ausência de projeto, ausência de transparência. Mas, como já se viu no passado recente, a realidade é bem mais concreta do que a retórica sugere.
O histórico da procuradora é emblemático. Durante o processo de licenciamento da obra de engorda de Ponta Negra, ela alegou que não houve consulta pública — mesmo tendo comparecido pessoalmente a uma audiência promovida pelo Idema. À época, seu posicionamento causou ruído institucional e, na prática, tentou atribuir ao órgão estadual a obrigação de realizar etapas já devidamente cumpridas. A intenção parecia ser desacreditar o processo, mesmo diante de evidências e registros documentais que mostravam o contrário.
Agora, o Parque Linear é alvo do mesmo tipo de movimento. Mas há uma diferença fundamental: o terreno onde se pretende implantar o parque pertence à União. O Idema — foco de questionamentos anteriores — não é parte central do processo neste momento. A instância estadual participa apenas no âmbito do Conselho Gestor do Parque.
Até agora, não havia projeto formal do parque porque a área sequer estava juridicamente delimitada. Com a definição da área, é que se tornou possível abrir caminho para o desenvolvimento do projeto. E é exatamente neste ponto que reaparece a tentativa de gerar desgaste institucional com base em etapas que ainda estão por vir.
A narrativa é reciclada, mas os fatos são outros. Reaproveitar estratégias de desgaste institucional, como se nada tivesse sido aprendido com a experiência anterior, apenas esvazia o debate público e mina a confiança social nas instituições que seguem atuando conforme a lei.
BG
Fonte: Blog do BG
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05 de ago. de 2026

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