21 de abr. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
O vereador Oscar Paulino, presidente da Câmara Municipal de Macau, tem 30 anos de Polícia Federal, contudo, não viu qualquer irregularidade nos altos valores, segundo o Ministério Público, gastos pela Prefeitura da cidade nas festas na cidade que foram investigados e denunciados pelo MP na Operação “Máscara Negra”. E mais: para ele, os promotores de Justiça demonstraram que “não sabem investigar”.
“Eu tenho 30 anos de Polícia Federal. Passei parte da minha vida investigando. Hoje existe um contencioso no que diz respeito aos poderes do Ministério Público. O MP não foi treinado para investigar”, afirmou o vereador, ressaltando que foi dito pelo MP que houve um gasto de R$ 7 milhões de reais entre 2008 e 2012. “Se você dividir por cinco anos, dá uma média de R$ 1 milhão de reais e quatrocentos… Para todas as festas realizadas em nossa cidade… Então se existe esta contradição”, apontou.
Porém, é importante ressaltar que, na verdade, segundo o MP, só em 2012, foram gastos R$ 6 milhões em festas e não R$ 7 milhões em quatro anos. Junto a Guamaré, Macau teria utilizado R$ 13 milhões em recursos públicos só com festejos do ano passado. De qualquer forma, segundo Oscar Paulino, “por isso que a PEC 37 vai ser aprovada. ‘Se deus quiser’ porque ela vai inibir o Ministério Público de fazer esse tipo de coisa. Colocar cidadãos sem evidências que não podem ser retratadas, porque a partir do momento que vai para rua ou que cai na imprensa, para você se defender é difícil demais. Então vai ser aprovada essa PEC, porque vai inibir os poderes do poder do Ministério Púbico”, afirmou.
Nesse ataque em defesa da PEC, o vereador Oscar Paulino mostra-se sensível a situação do ex-prefeito Flávio Veras, do PMDB, apontado pelo MP como líder do esquema de desvio de recursos públicos por meio da contratação de bandas e serviços para shows em Macau. Segundo o vereador, por sinal, não há nenhum indício de que ele tenha dinheiro desviado. Nem mesmo os R$ 80 mil que foram encontrados no apartamento dele localizado em uma pousada na praia de Camapum.
“Se Flávio tinha R$ 80 mil reais guardados; o senhor Flávio; não sou advogado dele não; é empresário. Será que um empresário não pode ter R$ 80 mil em casa? O cara que tem seis ou é sete lojas espalhado (sic) por este estado? Se o senhor Romildo tinha R$ 5 mil reais; o cara é dono de uma pousada que todo dia tá lotado de gente; será que esse cara não pode ter R$ 5 mil reais numa pousada?”, questionou.
“É muito capcioso acusar pessoas que tem a capacidade ter o recurso no bolso e achar que isso é produto de roubo. Então eu fico triste quando se diz que a contratação de bandas tem que ser direta, eu quero saber qual o prefeito que tem acesso a estas bandas. Se você não tiver aquelas pessoas que são comum a contratação de banda; você contratar uma banda; todo mundo sabe disso; todo mundo sabia. Se foi majorado de um ano pra outro, quer dizer que não teve inflação? Se num ano cobrou R$ 33 mil e no outro cobrou R$ 66 mil quer dizer que a inflação não existe?”, voltou a questionar.
Fonte: Blog do BG
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