21 de set. de 2026 - Por Rafael Araújo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tornou-se o eixo central das principais decisões políticas do Congresso Nacional neste momento, acumulando em suas mãos o poder de atender ou frustrar tanto os planos do Palácio do Planalto quanto as demandas da oposição em meio a uma forte agenda de pautas represadas.
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifica cobranças públicas pela votação de propostas de forte apelo popular, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1, o bloco oposicionista pressiona o comando da Casa por uma resposta institucional à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o impeachment de Alexandre de Moraes. Contudo, Alcolumbre ocupa uma posição estratégica de controle sobre a pauta do plenário, o ritmo das votações e o trâmite de eventuais pedidos de impeachment contra magistrados.
A principal demanda do governo federal é a aprovação da PEC que reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. Embora o texto já tenha passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e esteja pronto para votação no plenário, Alcolumbre optou por postergar a análise, gerando insatisfação pública em Lula. A pauta faz parte de um pacote de entregas do Executivo que também inclui a PEC da Segurança Pública.
Fim da escala 6×1: Aprovada pela CCJ, a PEC aguarda liberação de espaço na pauta do plenário, sob controle exclusivo da presidência do Senado
PEC da Segurança Pública: A proposta ainda aguarda a conclusão de sua análise técnica no âmbito do Senado antes de avançar;
Pedidos de impeachment contra Moraes: Representações e denúncias continuam acumuladas na Casa, dependendo unicamente de um aval da presidência para iniciar tramitação;
Reação à crise no STF: Parlamentares da oposição articulam alternativas para tentar reduzir o poder individual de Alcolumbre sobre os pedidos de impeachment e pressionam por reformas no regimento interno.
Com informações do Metrópoles
Fonte: Blog do BG
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