28 de jun. de 2015 - Por bruno

Amistoso é amistoso, campeonato é campeonato. A ideia de que a seleção brasileira estava se recompondo do vexame na última Copa do Mundo com as 11 vitórias seguidas sob o comando de Dunga, dez delas em jogos fora de competição, ficou abalada após a eliminação nos pênaltis para o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América. A campanha do Brasil – duas vitórias, um empate e uma derrota – nem é ruim na frieza dos números, mas recoloca à tona o que se ponderava antes mesmo do fatídico 7 a 1 para a Alemanha: sem Neymar, o time verde-e-amarelo tem dificuldades de se impor em campo.
Contra os paraguaios, o gol de Robinho saiu justamente na única vez em que o time pôs a bola no chão e criou uma jogada. Depois, o Brasil aceitou a proposta adversária de atuar no contra-ataque, tomou sufoco e abriu mão da troca de passes mesmo tendo em campo atletas com qualidade para isso. Desta forma a bola não chegava aos atacantes e pouco adiantou fazer substituições se a atitude não mudava. Com o placar a favor, em vez de dominar as ações, deixou o Paraguai chegar. Deu no que deu.
A Neymardependência precisa de uma ação urgente de Dunga, pois a partir de outubro começará a briga pelas vagas da América do Sul na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O camisa 10 estará fora das duas primeiras rodadas das eliminatórias continentais, cumprindo o restante da suspensão de quatro jogos pela expulsão contra a Colômbia, na fase de grupos da Copa América.
Enquanto não encontra alternativas táticas ou as peças ideias para suprir, pelo menos em partes, a ausência de seu principal jogador, Dunga tem apenas uma certeza para as Elininatórias: estará sob pressão. O Brasil é o único país a participar de todas as edições da Copa do Mundo. “A pressão sempre tem. Quando ganha, tem pressão. Quando perde, muito mais. Se estamos aqui é porque temos condições. Tenho de trabalhar muito com minha equipe e confederação para dar resposta aos torcedores, que estão tristes, assim como nós. É inútil lamentar. Temos de trabalhar muito”, analisou o técnico após a eliminação para o Paraguai.
O fracasso na Copa América deixou também o Brasil fora da Copa das Confederações pela primeira vez em duas décadas. Atual campeã, a seleção venceu o torneio, realizado a cada ano anterior ao Mundial, quatro vezes (1997, 2005, 2009 e 2013). As únicas vezes em que não particiou foram nas edições de 1992 e 1995.
“Vamos tirar muitas lições da Copa América. Eliminatória é difícil, complicado, tem de jogar no limite. Não podemos deixar de jogar no aspecto técnico. Sem a bola, marcar. Com a bola, colocar a nossa qualidade técnica. Acho que foi ótimo, poucos jogadores jogaram a Copa América, poucos tiveram nas Eliminatórias, então vão saber o que encontrar lá na frente”, avaliou Dunga, apostando que dias melhores virão após mais um fracasso recente da seleção brasileira.
Fonte: Blog do BG
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