06 de jul. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A presença ostensiva de policiais e forças militares nas ruas de Natal enquanto sediava quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo trouxe mais tranquilidade para o dia-a-dia de muita gente em Natal.
No entanto, passado o período, muitos afirmam que “tudo está voltando a ser como antes”. Segundo a Secretaria de Segurança do Estado, os reforços tecnológico e humano ajudaram na redução vertiginosa dos índices de criminalidade neste período
Mas no final de semana passado – o seguinte à desmobilização de grande parte do aparato para o evento – quase 20 homicídios foram registrados somente na região metropolitana. Enquanto isso, os gestores tentam driblar problemas como a falta de efetivo para manter policiamento na rua, investigar crimes e dar sensação de segurança da população.
O relatório oficial divulgado pela Sesed após a Copa apontou que o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (homicídios) reduziu em 47%, comparando-se os meses de maio e junho deste ano, na Região Metropolitana de Natal, caindo de 86 para 45 casos.
Dados como esse reforçam a sensação que a população teve sobre a segurança durante a época da Copa. Porém, o que acontece agora que o trabalho ostensivo deixa de ter quase 3 mil militares/dia e volta aos 800/dia do efetivo normal?
A Sesed confirma ainda que dos mais de 13 mil policiais militares que o Estado deveria ter por lei, o efetivo não chega a 10 mil. A Polícia Civil opera com apenas um terço do ideal, cerca de 1500 homens e mulheres. Quando anunciou a interiorização da polícia judiciária em 2011.
O comandante da Polícia Militar bem como o delegado geral concordam que um efetivo maior seria necessário para melhorar o quadro da segurança. De acordo com levantamento realizado para o Conselho Estadual de Direitos Humanos e Ministério Público Estadual, durante os 13 dias entre a estréia da Copa (12 de junho) e o último jogo em Natal (24 de junho), 22 homicídios foram registrados somente na capital. Nos 13 dias imediatamente anteriores, foram 13 mortes. Nos posteriores, 20.
Com informações da Tribuna do Norte
Fonte: Blog do BG
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