13 de set. de 2019 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Prefeitura de Natal pretende aumentar o gabarito da orla urbana na revisão do Plano Diretor da cidade para permitir a construção de prédios mais altos. Na avaliação do prefeito Álvaro Dias, apresentada durante uma reunião com empresários na manhã desta quinta-feira (12), a mudança é necessária porque o plano atual possui “restrições e exigências descabidas que impedem o desenvolvimento de Natal”. Dias afirmou que vai enviar a proposta do novo plano para a Câmara Municipal no fim deste ano e convocar extraordinariamente os vereadores para a votação.
O Plano Diretor tem a função de orientar as políticas públicas para o desenvolvimento urbano de uma cidade. O atual plano de Natal está em vigor desde 2007 e é considerado “retrógrado” por Álvaro Dias. O prefeito também disse que o plano é causador de uma decadência na orla marítima, que considerou “a mais feia do Brasil”. “A orla está feia, suja, decadente. Eu não convido ninguém a passear lá à noite porque existe tráfico de drogas, prostituição”, declarou.
“Isso depõe contra nós. Depõe contra quem mora em Natal. Os turistas que chegam não entendem por que é que Natal tem uma orla tão feia, tão decadente, tão suja. Não sabem que é assim pelas restrições que o Plano Diretor impôs por não permitir a construção de edifícios, nem modernização da nossa orla”, acrescentou.
A declaração do prefeito foi recebida com aplausos e elogios dos empresários presentes na reunião. Compareceram com mais força nomes da construção civil, do comércio e do turismo. Álvaro Dias foi considerado “corajoso” por se posicionar a favor de mudanças que afetem a orla, inclusive pela demolição do Hotel Reis Magos. “Sei que eu tenho eu posso estar contrariando interesses de uma ‘minoria barulhenta’ (se referindo a quem se opõe à revisão do gabarito), me contrapondo ideologicamente a algumas pessoas, mas é assim que eu penso”, ressaltou o gestor.
Com a revisão das regras para a construção de edifícios, o objetivo da prefeitura é adensar Natal, ou seja, aumentar a quantidade de habitantes por hectare. Dias defendeu que o adensamento atual – de 50 a 60 pessoas por hectare – impede o crescimento da capital, levando os habitantes a se mudarem para zonas da região metropolitana. Ele citou como consequência negativa a perda de arrecadação através dos impostos, como IPTU e ICMS, para cidades vizinhas. O bairro de Nova Parnamirim, em Parnamirim, foi visto como o maior exemplo desse movimento.
Fonte: Blog do BG
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