11 de jun. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) deve continuar o seu mandato administrativo até o final de dezembro de 2014, descartando a possibilidade de renunciar ao governo e dar chances para que o vice e pré-candidato ao vaga no Executivo estadual, Robinson Faria (PSD) assuma o comando. A declaração foi dada nesta quarta-feira (11), ao jornalista Alex Viana, no Jornal da Cidade, da 94 FM.
“De forma nenhuma, eu só quero dizer que a minha obrigação e a minha missão e trabalhar pelo Rio Grande do Norte”, declarou sobre a possibilidade de renunciar.
Rosalba demonstrou estar consciente que a votação sobre o apoio a sua candidatura a reeleição e a aliança com o “acórdão”liderado pelos pré-candidatos Henrique e Wilma na convenção partidária do DEM, dia 15 de junho, não será favorável ao seu projeto.
“Acho que o partido tem que ter candidato próprio, não precisa ser o meu nome, poderia ser o do líder do DEM (senador José Agripino), ou outro nome, mas, infelizmente, passa pela decisão partidária, o que me deixa muito triste e decepcionada com tudo isso. O apoio a aliança pode ter maioria, mas não tem a unanimidade, grande parte não concorda com o partido não ter candidatura. Pra mim o partido deixa de participar quando não tem candidato ao Governo, ao Senado, passa a ficar menor, ser liderado pelos outros, quando sempre tivemos representatividade”, disse.
A governadora não quis se comprometer e falar sobre o futuro político e nem se existe alguma possibilidade de estar no palanque de alguns dos pré-candidatos. “Nunca fui política profissional, minha profissão é médica pediatra e foi através do meu trabalho social que fui convocada para a política. Ainda tem muita coisa pra acontecer, estamos ás vésperas da Copa, eleições só em outubro. Só o Democratas adiantou a data das convenções, os outros só farão no final do mês, até lá tem muito chão”se esquivou Rosalba.
Em vários momentos da entrevista, a democrata culpou o “árduo”do dia a dia na administração pública como uma das justificativas para não ter trabalhado o lado político. “Deixei a política em segundo plano porque a situação do Estado estava muito difícil, não dava, tinha que enfrentar as dificuldades, os amigos tinham que ter entendido quando não podia dar sim, tinha que dar mais não. É como se o Estado estivesse no SPC e Serasa”, exemplificou.
Questionada sobre a permanência dos ex-aliados PR e PMDB no seu governo, Rosalba disse que se ainda há cargos ocupados por indicações do partido, ela desconhece. “Aos auxilliares eu não pergunto pelo partido, preciso é da contribuição deles, são potiguares e são norteriograndenses”concluiu.
Fonte: Blog do BG
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