27 de out. de 2014 - Por bruno
Ives Gandra Martins, professor e jurista, falou à Jovem Pan sobre as possíveis consequências legais se as denúncias de Alberto Youssef, revelada pela revista Veja, forem comprovadas.
Youssef disse que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras investigada pela Polícia Federal. A frase teria sido proferida em regime de delação premiada acordada entre o réu e os investigadores.
“Quem pede delação premiada não pode mentir”, explica Ives ao repórter Anchieta Filho. “Se fosse apenas uma mera alegação, essa alegação viria a prejudicá-lo, não beneficiá-lo, porque ele teria que responder pelo crime de difamação.”
Caso a fala seja confirmada depois pelas investigações, a possível futura presidente teria praticado improbidade administrativa, que leva ao impeachment.
“A denúncia é muito grave e chega a ser provável que nós vamos ter pelo menos a abertura de um processo de impeachment”, projeta Ives. “O fato é gravíssimo: foi utilizada a maior empresa do Brasil para gerar recursos ao partido dos presidentes da República.”
“Se ganha a presidente Dilma, se for aberto um processo de impeachment, se tudo ficar comprovado, o presidente da República poderia ser Michel Temer, o vice-presidente”, avalia ainda o jurista, ressaltando que essa cogitação está presa a diversas condicionais. “Tudo hipóteses.”
“Precisa de provas: houve ou não houve corrupção?”.
“Há um mundo de elementos que terão de ser comprovados, mas, se forem, a gravidade é monumental”, conclui.
Ouça a entrevista completa no áudio clicando na matéria na íntegra aqui
UOL, via Jovem Pan
Fonte: Blog do BG
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