17 de fev. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Um dos maiores órgãos fiscalizadores do nosso país referente às compras e serviços é o TCU, órgão este que vem analisando de forma correta diversas compras e suspendendo contratos entre – bancos e empresas – com valores astronômicos desde o ano passado. Os contratos entre os bancos federais e empresas de softwares têm sido barrados no TCU pela falta de exigências previstas na lei 8.666/93 suas alterações posteriores bem como, diplomas que orientam as despesas na seara pública.
O blog do BG extraiu texto para informação.
Vejam este trecho do Valor Econômico:
“O Tribunal de Contas da União moveu uma medida cautelar para suspender o contrato de R$ 1,194 bilhão firmado pela Caixa Econômica Federal com a IBM para instalação em Salvador de uma empresa voltada à oferta de uma plataforma tecnológica para ampliar o acesso dos cidadãos à casa própria. A negociação, feita via Caixa Participações, braço de investimentos da CEF, dispensou licitação e teve a legalidade questionada pelo TCU. A CEF já apresentou argumentações ao TCU, que as analisou e determinou que não poderá realizar qualquer pagamento ou operação relativa ao contrato até deliberar definitivamente sobre o acordo. A IBM não se pronuncia sobre o assunto. Da parte da Caixa, a informação é de que o assunto é tratado em sigilo.”
Não é a única transação sem licitação envolvendo a IBM nos últimos meses.
“Em janeiro deste ano, o Banco do Brasil investiu R$ 430,3 milhões em um contrato sem licitação de software da IBM para seu ambiente de processamento de dados, além de suporte e apoio ao desenvolvimento de soluções e de infraestrutura.” Carta Capital.
O intuito desta matéria do blog é fazer com que possamos ter a exata dimensão do vulto das compras realizadas em nosso país sem a devida transparência que nos cabe.
Se há essa quantia disponível porque não investir em nossas universidades? Nossas universidades não possuem profissionais capazes de elaborar softwares que atendam a necessidade com um valor bilionário como esse? Esperamos que os nossos gestores tenham mais zelo com as despesas públicas, e que este nome “público” deixe de soar para muitos como “ terra de ninguém”.
BG
Fonte: Blog do BG
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