02 de mar. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
Agenda de eventos envolve organismos sociais e governamentais, e tem como objetivo refletir sobre o papel da mulher na sociedade e fortalecer o seu empoderamento
Para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SEMUL) realiza, em parceria com as demais secretarias municipais e com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), uma agenda de eventos que envolve diversos organismos sociais e governamentais. A programação se estende ao longo de todo o mês de março e vai desde homenagens a personalidades femininas que se destacaram em suas respectivas funções, no sentido de buscar a equidade de gênero na comunidade potiguar, até ações voltadas para mulheres em situação de violência.
A SEMUL irá realizar mobilizações durante o mês de março com a população das quatro regiões da capital para apresentar o trabalho desenvolvido pela secretaria, de modo que mais pessoas conheçam e possam ser beneficiadas por seus serviços. Em parceria com o Núcleo de Apoio à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NAMVID) e a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (SEMDES), a SEMUL irá realizar oficina com os agentes da Guarda Municipal que integrarão a Patrulha Maria da Penha. O serviço será instalado em Natal, com o objetivo de fornecer segurança às mulheres em situação de violência doméstica e em risco de vida.
E com o objetivo de ajustar os serviços prestados pela rede de atendimento às mulheres em situação de violência na capital potiguar, o Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da SEMUL realiza oficinas de sensibilização com os agentes das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM). Apesar de já estar em execução, a ação também faz parte da programação do Dia Internacional da Mulher, dada a sua relevância.
A Casa Abrigo Clara Camarão, equipamento da SEMUL que tem como propósito acolher mulheres em situação de violência doméstica e risco de vida, realiza também em março o segundo encontro de usuárias e ex-usuárias. Coordenada pela equipe de psicólogas e assistentes sociais da Casa Abrigo, a oficina tem como objetivo estimular a troca de experiências entre as mulheres que viveram e as vivem este momento de transição para saírem do ciclo de violência em que se encontram. O endereço da Casa Abrigo é sigiloso, justamente para que elas possam ficar em segurança com seus filhos até que sejam garantidas pela Justiça as medidas protetivas.
A programação de março também inclui sarau poético promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, exposições artísticas realizadas em parceria com a FUNCARTE, workshop sobre preconceito e intolerância religiosa, promovido pela Associação das Mulheres de Axé; campanha contra o assédio sexual nos transportes públicos, desenvolvida pela FECEB; lançamento do projeto “Elas nas Exatas”, encabeçado pelo Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes (GAMI), que tem como propósito a inclusão de mulheres jovens e adolescentes às novas tecnologias, para ampliar o leque de escolhas profissionais para as mulheres; também está prevista na programação de março da SEMUL uma série de palestras e rodas de conversa sobre os mais diversos temas ligados à mulher.
“Sabemos que a nossa cultura é patriarcal, machista, e tanto os homens quanto as mulheres são reprodutores deste comportamento, por termos sido educados desta forma. Precisamos, porém, quebrar este ciclo de desrespeito secular à mulher, que acabou ficando naturalizado e transmitido de geração a geração. Já evoluímos muito em diversos aspectos, mas ainda temos muito a conquistar, que só com o esclarecimento e a educação será possível”, aponta Aparecida França, secretária da SEMUL.
A data do Dia Internacional da Mulher, reforça Aparecida França, é uma data para refletir sobre o papel da mulher na sociedade e para fortalecer o seu empoderamento. “Não queremos receber só flores neste dia. Queremos sim, ser respeitadas e valorizadas como pessoas. Não precisamos ser iguais aos homens, sabemos que não somos, queremos ter o respeito que merecemos. Não é justo, por exemplo, que as mulheres continuem sendo agredidas e até assassinadas por serem mulheres”, esclarece Aparecida.
Sobre o 08 de março
No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Elas ocuparam a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com violência e as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas em decorrência da repressão.
Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica. Em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.
Fonte: Blog do BG
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