17 de abr. de 2016 - Por bruno
Começou às 14h deste domingo, em clima de tumulto, a sessão que decidirá se a Câmara autoriza ou não a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Caso o parecer favorável ao processo consiga 342 votos dos 513 deputados, o pedido de impeachment vai ao Senado
O relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO), que chegou a ser interrompido por parlamentares, disse que o processo foi conduzido com serenidade na Comissão Especial do Impeachment, que aprovou seu relatório a favor do abertura do processo na semana passada.
– Foram realizadas 11 sessões e ocorreram quase 50 horas de debate. Sua legitimidade foi assegurada pelo cumprimento das normas jurídicas existentes – disse Arantes.
Segundo ele, há indícios suficientes para indicar crimes de responsabildiade cometidos pela presidente, exclusivamente com base na denúncia de que Dilma realizou manobras fiscais. Para o relator, houve operação de crédito ilegal na demora de repasses a bancos públicos em 2015. De acordo com Arantes, esse valor chegou a R$ 13 bilhões no ano passado.
– Esse volume gigantesto aliado à demora do pagamento da dívida levou o Tribunal de Contas da União a afirmar que essa prática configura operação ilegal de crédito – ressaltou, acrescentando:
– O que me convenceu (a favor do impeachment) foi o efeito danoso na condução da economia. Nossa população foi enganada, não podemos minimizar esses atos. O Brasil está doente e o remédio não é outro se não a retomada da governabilidade e do crescimento econômico.
Na sequência, as lideranças das legendas falarão, com tempo que varia ente 3 e 10 minutos, de acordo com o tamanho das bancadas. Em seguida, os deputados serão chamados um a um para dizer o voto, obedecendo a ordem Norte-Sul, Sul-Norte, começando por Roraima e terminando por Alagoas. No mapa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, segundo aliados, a previsão é que o voto 342 em favor do impeachment seja dado por um deputado da Bahia ou da Paraíba.
Mais cedo, grupos de deputados com gritos contra e a favor do impeachment se encontraram e trocaram empurrões na entrada do plenário. Eles se agrediram verbalmente e houve confusão por alguns minutos. Com gritos de “democracia”, os parlamentares que votam a favor da presidente Dilma Rousseff deram início à marcha rumo ao plenário. Foram confrontados logo em seguida com o grito de “impeachment” dos oponentes de Dilma. O primeiro grupo também gritou que “não vai ter golpe”. Foram respondidos com a música “Está chegando a hora” e com gritos como “petrolão” e “mensalão”.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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