21 de set. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Síria completou neste sábado (21) a entrega das informações a respeito de seu arsenal químico. A documentação foi enviada à Organização para a Proibição de Armas Químicas, conhecida pela sigla OPCW.
O regime do ditador Bashar al-Assad cumpriu, assim, o prazo estabelecido pelo acordo firmado em 14 de setembro em que se comprometia a revelar em uma semana a dimensão e a localização de suas armas químicas. O arsenal deve ser destruído até meados de 2014.
De acordo com a OPCW, as informações estão sendo agora avaliadas por um comitê técnico. Em entrevista à Folha, o porta-voz Michael Luhan havia dito ontem (20) que os dados são sigilosos e que o conteúdo dos documentos não será divulgado.
A organização adiou para amanhã (22) o encontro de seu conselho executivo para o debate a respeito do arsenal químico da Síria.
Apesar de a entrega das informações ter sido realizada com atípica velocidade, em um processo que regularmente dura 60 dias, ainda é necessário estabelecer sob que condições as armas serão destruídas.
Especialistas notam que, mesmo em uma situação normal, o controle do arsenal sírio -um dos maiores do mundo- tomará muito tempo e dinheiro. A Síria passa, atualmente, por um violento conflito.
A insurgência e a repressão já deixaram mais de 100 mil mortos no país, de acordo com as Nações Unidas.
LINHA VERMELHA
O plano de desarmamento da Síria foi proposto pela Rússia em meio às ameaças americanas de uma intervenção militar.
De acordo com a administração do presidente Barack Obama, o ditador Assad cruzou uma “linha vermelha” ao usar armas químicas contra a população civil em agosto.
Um relatório da ONU comprova o uso de tais agentes nos arredores de Damasco, mas a autoria ainda está em aberto. A Rússia, aliada de Assad, afirma que os rebeldes são os culpados pelo ataque químico.
O fracasso em entregar seu arsenal pode trazer de volta à Síria a ameaça militar americana. Dessa maneira, o desarmamento tem sido acompanhado por toda a comunidade internacional com ansiedade.
Diplomatas ouvidos pelas agências de notícias nos últimos dias afirmavam que, caso os documentos entregues por Damasco estejam irregulares, a questão será levada para o Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China têm poder de veto.
UOL Notícias
Fonte: Blog do BG
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