21 de set. de 2023 - Por Rodrigo Freire
Foto: Sergio Lima/Poder 360
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, a partir da 0h de sexta-feira (22), a ação que trata da descriminalização do aborto até a 12ª semana da gravidez.
A análise do tema será feita em sessão virtual, que ficará aberta até o dia 29 de setembro. No formato, não há debate entre os ministros, que apresentam seus votos em um sistema eletrônico.
Na sessão virtual, é possível haver pedido de vista (o que interrompe a análise) ou de destaque (o que remete o caso para o plenário físico).
O processo foi movido pelo PSOL, em 2017, e tem a relatoria de Rosa Weber, atual presidente do Supremo. A magistrada está perto de deixar a Corte, já que deve se aposentar compulsoriamente em 2 de outubro, quando completa 75 anos.
Mesmo com a aposentadoria de Weber, seu voto continuará valendo após eventuais pedidos de vista ou de destaque.
Como é a legislação hoje?
O pedido na ação é para que não se considere mais crime a interrupção voluntária da gestação de até 12 semanas.
No Brasil, conforme o Código Penal, comete crime a mulher que faz aborto ou quem provoca o aborto na gestante com ou sem seu consentimento.
Os artigos 124 e 126 do Código Penal determinam pena de 1 a 4 anos de prisão para médicos que realizem o procedimento com consentimento da gestante e de 1 a 3 anos para a mulher que fez o aborto ilegal.
As exceções para a possibilidade de aborto, atualmente, são:
O que pede o PSOL?
O PSOL pede que os artigos do Código Penal que tratam do aborto não tenham validade para a interrupção da gestação feita nas 12 primeiras semanas da gravidez.
A sigla argumenta que a vedação é incompatível com dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres.
O objetivo é garantir às mulheres o direito constitucional de interromper a gestação, de acordo com a sua autonomia e sem necessidade de qualquer forma de permissão específica do Estado, além de garantir aos profissionais de saúde o direito de realizar o procedimento.
O caso já foi tema de audiência pública convocada pelo próprio Supremo em 2018. Foram ouvidos especialistas, instituições e organizações nacionais e internacionais.
Participaram representantes do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, da Academia Nacional de Medicina, da Fundação Oswaldo Cruz, do Conselho Federal de Psicologia e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ao final da audiência, em agosto de 2018, Weber disse que refletiria sobre o tema “para o amadurecimento da causa”. Ela liberou a ação para julgamento em 12 de setembro deste ano.
CNN Brasil, por Tiago Tortella e Lucas Mendes
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...
![[VÍDEO] BARRACO NO DEBATE: Cadu acusa Allyson de “jogar baixo o tempo todo” e candidato do União Brasil faz novamente papel de vítima](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
15 de set. de 2026
![[VÍDEO] “NÃO VOU FAZER JULGAMENTO PRECIPITADO”: Lula foge de pergunta sobre proposta de mudar forma de escolher ministros do STF](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
15 de set. de 2026
![[VÍDEO] “O BRASIL ODEIA VOCÊS”: Nikolas reage em tom indignado ao resultado da sessão do STF que terminou sem decidir sobre investigação de Moraes](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
15 de set. de 2026
![[CHARGE] ACABOU EM PIZZA? Desenho ironiza sessão sem desfecho no STF](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2026%2F09%2Fscreencapture-instagram-p-DdUx9BSodDE-2026-09-15-20_13_51-1.png&w=3840&q=75)
15 de set. de 2026