A investigação da Lava-Jato encontrou indícios de corrupção em negócios que envolvem a extração de petróleo da camada pré-sal. Em delação premiada, o executivo da Engevix, Gerson Almada, admitiu ter pago comissões ao lobista Milton Pascowitch para que ele intermediasse a contratação da empreiteira para construir navios-sondas para a Sete Brasil, criada para retirar petróleo de camadas profundas. Os contratos ainda estão valendo e valem US$ 2,4 bilhões.
Desse total, entre 0,75% e 0,9% seriam pagos a Pascowitch por meio de sua empresa Jamp, na forma de contratos de consultoria. Aos investigadores da força-tarefa da Lava-Jato, Almada não qualifica a comissão como propina.
Ele diz que se tratava de lobby e que chegou a firmar contratos similares com a Jamp para intermediar outros negócios entre Engevix e Petrobras. Nas palavras de Almada, Pascowitch “realizava um serviço de lobby que não poderia ser desempenhado pelos funcionários da Engevix”.







