29 de jan. de 2015 - Por bruno
A taxa de desemprego no país ficou em 4,8% em 2014, frente a 5,4% em 2013, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. O percentual é o menor desde 2003, ano em que o instituto começou a divulgar os dados. Em dezembro, essa taxa foi de 4,3%, também a menor da série histórica, após ter ficado em 4,8% em novembro. O resultado para o mês veio melhor que o esperado por analistas, que projetavam taxa de 4,7% em dezembro, segundo a Bloomberg News.
No ano passado, a média da população desocupada era de 1,176 milhão de pessoas, 10,8% abaixo do contingente de 1,318 milhão de pessoas em 2013. Já a média da população ocupada recuou 0,1% entre 2013 e 2014, de 23,116 milhões para 23,087 milhões de pessoas.
Os trabalhadores formais, com carteira assinada, eram 50,8% dos que estavam no setor privado em 2014, ou 11,7 milhões de pessoas. Em 2013, o número era de 11,6 milhões de pessoas, ou 50,3% do total no setor privado. O rendimento médio real dos trabalhadores avançou 2,7% na passagem entre 2013 e 2014, passando de R$ 2.049,35 para R$ 2.104,16.
Já no mês de dezembro, o contingente de desocupados foi de 1,1 milhão de pessoas, um recuo de 11,8% frente a novembro, ou 141 mil pessoas. Na comparação com dezembro de 2013, houve estabilidade.
Na passagem entre novembro e dezembro, quatro das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE – Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre – registraram recuo na taxa de desemprego. Rio e São Paulo, por sua vez, apresentaram estabilidade.
SUBSTITUIÇÃO DA PME
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) será substituída pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua — que reúne dados para todo o país e não apenas de seis regiões metropolitanas —, mas pelo menos até dezembro deste ano o IBGE vai seguir com as duas pesquisas ao mesmo tempo. Inicialmente, a PME seria feita apenas até 2014. A decisão de produzir indicadores mensais da Pnad contínua — e não apenas por trimestre — motivou a extensão da coleta dos dados. Assim, será possível ter uma base de comparação entre as duas pesquisas.
A principal diferença entre as duas pesquisas sobre o mercado de trabalho é a abrangência da pesquisa. A PME acompanha o mercado nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. Já a Pnad Contínua dá um retrato mais amplo e levanta dados de 3.464 municípios.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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