14 de ago. de 2015 - Por bruno
Semana passada, a revista norte-americana Vanity Fair publicou uma matéria sobre o “apocalipse dos relacionamentos”. O motivo? Apps de namoro. Segundo a publicação, aplicativo como o Tinder — além de promover o fim dos namoros sérios e casamentos — seria um local para pessoas comprometidas encontrarem amantes: 30% dos usuários na rede social, segundo a matéria, são casados.
O Tinder — um dos mais citados no texto — não ficou quieto. Ontem, 11, a empresa publicou mais de 30 tuítes rebatendo a reportagem ao mostrar que os dados estão errados e que o app não é um “apocalipse”. Além disso, ironizou posições da jornalista, tal qual é visto no tuíte abaixo, que diz “Fato pouco c
Segundo o aplicativo, apenas 1,7% dos usuários são casados — muito menos do que foi indicado pela base de dados da Global Web Index, que foi utilizada pela revista. E a empresa não parou por aí. “O Tinder cria experiências. Nós criamos conexões que de outra forma nunca teriam sido feitas. Até agora, na verdade, 8 bilhões delas foram feitas.” Além disso, eles admitiram que existem perfis que buscam apenas algo rápido, passageiro e descompromissado. Assim como na vida real.
Além de denominar os usuários da plataforma como sendo a “Geração Tinder”, a empresa do app de relacionamentos chamou a atenção para o fato de que o aplicativo conecta pessoas em países com uma cultura conservadora, como homossexuais buscando parceiros no Paquistão ou usuários da China e Coréia do Norte que utilizam o app, mesmo tendo a internet censurada.
A Vanity Fair ainda não comentou os tuítes do Tinder. Nancy Jo Sales — jornalista responsável pela matéria — retuítou algumas mensagens de outros usuários e também ironizou os argumentos da empresa. Abaixo, o tuíte da repórter que ironiza a colocação sobre a Coréia do Norte ao dizer “É o Kim Jong Un no Tinder?”
O Tinder, hoje, admitiu que exagerou ao rebater a jornalista no Twitter. “Temos uma equipe apaixonada que acredita verdadeiramente no Tinder. Durante a leitura do recente artigo da Vanity Fair sobre a cultura de namoro hoje, ficamos tristes ao ver que o artigo não falou sobre experiências positivas que a maioria de usuários encontram diariamente”, disse um representante disse ao E! News. “Nossa intenção era destacar as muitas estatísticas e histórias surpreendentes que às vezes são deixados de lado, e, ao fazer isso, nós exageramos.”
Link – Estadão
Fonte: Blog do BG
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