01 de nov. de 2017 - Por dinarte
por Dinarte Assunção

Assim como a burocracia é o cemitério da inovação; na zona de conforto jazem os talentos.
Tal qual Lázaro, procuro a vida mas não sem antes me espernear vivo encerrado num caixão de cedro me lembro do rei Canuto.
No século 11, Canuto, o Grande, rei da Dinamarca, ordenou que seu trono fosse colocado à beira do mar. Na sequência, governou ao oceano que detivesse o avanço da maré.
Terminou com os pés molhados.
O gesto do rei foi para mostrar a seus súditos que seu poder tinha limites.
A limitação de Canuto é a que quero para mim. Quando me deparar com ela, já terei alcançado muito do que é possível pelo meu crescimento.
Tudo que pode ser feito pela própria edificação resplandece do outro lado do portão do cemitério de talentos que é a zona de conforto.
Apenas o vigor do medo com o qual é feito o caixão onde jaz o talento impede a caminhada para fora do cemitério.
Descobri, ainda bem que cedo, que toda a segurança e estabilidade pela qual zela a maioria das pessoas não existe.
Tal segurança e tal estabilidade foram descritas num livro cujo nome esqueci como a corrida dos ratos: quando você acorda todos os dias para fazer mecanicamente coisas que garantam no fim do mês o pagamento de seus boletos. Na corrida dos ratos, seus sonhos são apenas sonhos.
Lanço-me ao Blog do BG com todos os medos que ainda tenho e com muitas incertezas do que vem pela frente.
Chego disposto a minhas mal traçadas linhas e com vontade de empreender. Que espaço melhor do que o do DJ frequentemente subestimado por Natal?
É tempo de chacoalhar.
Quero a inquietação de sonhar com meus projetos.
Nunca gostei do silêncio do caixão.
Fonte: Blog do BG
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