28 de ago. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Governo Federal e a solução que encontrou para “importar” médicos estrangeiros, especialmente os cubanos, são os responsáveis pela onda de discriminação, preconceito e xenofobia que varre o País. Descobre-se agora, com a divulgação dos documentos relativos ao acordo que permitirá a vinda de 4 mil médicos cubanos, que o governo da presidenta Dilma Roussef discrimina os médicos brasileiros. Como assim???
A vinda dos médicos cubanos custará 511 milhões de reais aos cofres públicos brasileiros, que vivem abarrotados com o suado imposto que pagamos todos os dias. Os recursos serão pagos em três parcelas até dezembro deste ano. O contrato tem duração de três anos. Isso significa que o pagamento será “à vista”. Quem já viu isso, num contrato de 36 meses todos os custos serem pagos em apenas 4 meses, e olhe que estamos tratando de órgão público pago antecipado. INÉDITO.
A Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que intermediará a contratação dos médicos da Ilha de Fidel e Raúl Castro, receberá cerca de 25 milhões. E, de acordo com entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (28) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à rádio CBN, o Ministério da Saúde de Cuba é quem decidirá o quanto vai repassar aos profissionais.
Ainda segundo o ministro, que também é médico, a ministra auxiliar de Raúl Castro afirmou que os médicos cubanos terão direito a 40 ou 50 por cento do valor da bolsa do programa “Mais Médicos”, além do salário em Havana (que deve ser irrisório) e a “proteção social” às suas respectivas famílias.
Quanto aos profissionais brasileiros que atuarão no programa, o Governo Federal oferece bolsa no valor de 10 mil reais mensais e mais duas parcelas de igual valor a título de deslocamento. A alimentação e moradia ficarão a cargo dos municípios que vão receber estes médicos.
Durante o programa, uma médica não pode engravidar. Se o fizer, não terá direito à licença. Se algum médico desistir de participar do programa antes de completados os primeiros seis meses, terá de devolver os recursos que recebeu a título de ajuda de custos.
Contratação mais precária, impossível.
Quanto à revalidação do diploma obtido em universidade no Exterior – exigência que é feita tanto para estrangeiros quanto para brasileiros que optam por estudar lá fora – há outra discriminação embutida na forma de contratação dos médicos de fora do Brasil.
A revalidação do diploma é uma exigência natural em qualquer parte do mundo e, de certa forma, foi abolida com o Programa Mais Médicos.
Que há necessidade de contratação de médicos para atuar em cidades distantes das capitais e nas periferias das grandes cidades, isso não se discute. Mas a forma de contratação de médicos é precária e estabelece tratamentos diferentes para brasileiros e estrangeiros.
Com isso, o Programa Mais Médicos corre o risco de ampliar as diferenças e ressuscitar velhos e arcaicos preconceitos que não levam a solução nenhuma.
Fonte: Blog do BG
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