31 de mai. de 2020 - Por bruno

Foto: Divulgação
O presidente Donald Trump defendeu neste sábado (30) que os estados e as cidades ajam de modo “muito mais duro” contra os protestos realizados há quatro dias contra a violência policial e o racismo, ou então o governo federal irá tomar medidas severas, que podem incluir o uso de militares.
Na noite desta sexta, houve manifestações em ao menos 30 cidades dos EUA, com confrontos, saques e vandalismo em parte delas.
Os atos começaram em resposta à morte de George Floyd, homem negro que teve o pescoço prensado pelo joelho de um policial branco da cidade de Minneapolis.
“Governadores e prefeitos progressistas devem agir de modo MUITO mais duro ou o governo federal avançará e fará o que tem que ser feito, o que inclui usar o poder ilimitado das nossas Forças Armadas e muitas prisões”, escreveu Trump no Twitter.
O presidente americano disse ainda que 80% dos manifestantes em Minneapolis vieram de outros estados e estão “danificando comércios (especialmente pequenos negócios de afro-americanos), casas e a comunidade dos bons e trabalhadores moradores de Minneapolis, que querem paz, igualdade e sustento para suas famílias”.
O republicano vem atacando os ativistas desde sexta-feira (29), quando os chamou de “bandidos”. Numa mensagem no Twitter, ele colocou os militares à disposição do governador de Minnesota e lançou uma ameaça: “Quando os saques começam, os disparos começam”.
A frase foi retirada de um pronunciamento feito em 1967 pelo então chefe da polícia de Miami, Walter Headley, um oficial branco.
O ex-agente de segurança ficou conhecido por implementar uma cultura de violência policial contra negros durante seu mandato, numa época na qual roubos à mão armada eram comuns em bairros de maioria negra na cidade.
Na manhã deste sábado, Trump elogiou a atuação do Serviço Secreto ao defender a Casa Branca, alvo de protestos na sexta, e sugeriu que seus apoiadores se dirijam à sede do governo americano nesta noite.
Disse ainda que, caso os ativistas tivessem furado a cerca em torno da Casa Branca, seriam “recebido com os cães mais cruéis e as armas mais ameaçadoras que já vi”.
A prefeita de Washington, a democrata Muriel Bowser, respondeu ao presidente no Twitter dizendo que “não há cães cruéis nem armas ameaçadoras”. “Há apenas um homem assustado.”
“Enquanto ele [Trump] se esconde atrás de sua cerca com medo/sozinho, eu fico com as pessoas exercendo pacificamente o direito [previsto] na Primeira Emenda após o assassinato de George Floyd e centenas de anos de racismo institucionalizado”, disse Bowser, que é negra.
FOLHAPRESS
Fonte: Blog do BG
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