03 de abr. de 2013 - Por bruno

O ato público em defesa da Unidade Municipal de Saúde Cidade da Esperança, organizado pelo Sindsaúde-RN, reuniu hoje pela manhã usuários, servidores e representantes de entidades em frente à unidade.Entre os presentes, estavam David Santiago de Souza, vice-presidente fiscal do Conselho Comunitário da Cidade da Esperança; Lailson de Almeida, representando o mandato do vereador Marcos (PSOL); Vereador Sandro Pimentel (PSOL); e a diretoria do Sindsaúde, representada pela Coordenadora-geral, Simone Dutra, e pela diretora Célia Dantas.
O objetivo do ato era chamar a atenção da população e do governo para o risco que o funcionamento da unidade está correndo e protestar contra medidas recentes tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde que retiram a gratificação de plantão dos servidores das Policlínicas.
“Esta unidade é responsável pelo atendimento não somente da Cidade da Esperança, mas de toda a região. Aqui já funcionou até maternidade. Depois cortaram o pronto atendimento e hoje, com as novas medidas, estão praticamente inviabilizando o funcionamento da unidade”, afirmou Celia Dantas.
O caos na saúde pública extrapola os debates na esfera administrativa. De acordo com Lailson de Almeida, é preciso denunciar o descaso de forma mais ampla: “Essa crise não está descolada do Estado ou do País. É uma crise federal e faz parte de uma política de sucateamento do atendimento público”, explica.
Muitos usuários aproveitaram a ocasião para fazer relatos pessoais sobre problemas encontrados com a falta de atendimento, de medicamentos e de estrutura básica para a saúde pública.”A população estar presente neste ato foi muito importante. O Sindsaúde reafirma o compromisso de lutar não só pela manutenção desta unidade mas pelo retorno do atendimento de urgência aqui. Já estamos pleiteando uma audiência com a Secretaria de Educação e vamos ficar vigilantes”, conclui Simone Dutra.