22 de dez. de 2018 - Por bruno

De hoje em diante, entre uma notícia ou outra, vou usar a coluna também como uma espécie de diário, um blog e vou explicar as razões. Nesta próxima semana eu começo um novo ciclo de treinamentos, para minha primeira maratona, que será em 7 de abril de 2019, em Santiago no Chile. Será a primeira vez na vida que farei algo que até pouco tempo eu assegurava que não tinha a menor vontade, correr 42 quilômetros. Então a ideia é ir contando um pouco dessa aventura por aqui durante esses quase 4 meses.
A decisão de fazer uma maratona aconteceu em abril último. Eu estava justamente em Santiago, onde fui correr a Meia Maratona. Saímos de Natal em um grupo de amigos e entre os integrantes tinha um senhor que corajosamente fez sua primeira maratona lá, pasmem, aos 70 anos. Confesso que ficava me questionando se ele conseguiria, mas quando o vi cruzando a linha de chegada, inteiraço, bem tranquilo, nessa hora de deu o estalo e pensei comigo: “Estarei aqui ano que vem e pra correr a maratona”. E assim será. O senhor em questão que me serviu de inspiração é seu Antônio Garcia, funcionário público aposentado que recentemente completou 71 anos e continua correndo.
Pois bem, a razão de ir relatando todas as etapas da preparação até a corrida é simples. A questão não é querer ter a petulância de se ver como exemplo para alguém, nada disso. É sim mostrar, informar, como um simples atleta amador, um ex-gordo e ex-sedentário pode correr uma maratona. A história baseada em informação pode estimular muitos que também tem essa vontade, mas esbarram no medo. Pode servir de novo incentivo pra quem já fez e anda meio sem coragem. Pode servir de “Déjà vu” para muitos maratonistas atualmente mais tarimbados, mas que começaram de formas parecidas. E até mesmo pra quem nem corre, não deixa de ser conhecimento.
Voltando ao planejamento, o primeiro passo que é básico e recomendável sempre em situações assim, é se cercar de todas as precauções. Foi o que fiz e para isso busquei o suporte de diversos profissionais. Check-up completo cardiológico com meu médico Felipe Guerra, avaliação biomecâncica com Leonardo Lopes na Concept e reavaliação nutricional com Amanda Nascimento.
Com todos os diagnósticos físicos, clínicos e nova dieta em mãos, levei tudo para umas boas conversas com o meu técnico, o professor Walter Molina da Natal Runner e com meu personal, Alan Carlos. São eles que a partir de agora vão conduzir esse curto, mas árduo período de treinos. Afinal, todos os maratonistas sempre dizem: “O difícil não é a corrida em si. No dia é só alegria e festa. O complicado de uma maratona é o período de preparação”. Mas vamos lá que vai dar certo. Corredor que é corredor tem que se desafiar mesmo. Tá no sangue.
Enfim, chega de falatório por hora, os treinos vão começar. Nos próximos posts aos poucos vou contando detalhadamente os aspectos dessa fase inicial. Falar sobre teste espiroergométrico, descobertas possibilitadas pela avaliação biomecânica, adaptações de treinos e diversos outros pontos. Vá acompanhando, quem sabe você também não toma ou retoma coragem. Ah, calma, as notícias continuarão, claro.
E aí, bora correr?
Fonte: Blog do BG
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