07 de ago. de 2026 - Por Wagner

Foto: Unsplash / Spencer Everett
Cuba recebeu, no primeiro semestre deste ano, 387.591 turistas internacionais, 60,7% a menos do que no mesmo período do ano anterior, após um mês de junho com apenas 28.100 visitantes, informou nesta sexta-feira (7) o Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI).
O turismo, uma das três maiores receitas de Cuba, já estava em crise desde o início da Covid-19, mas a pressão dos Estados Unidos desde janeiro acabou por destruir o setor, paralisando a chegada de voos desde janeiro devido à falta de combustível e levando à saída de redes hoteleiras estrangeiras da ilha por causa das sanções secundárias.
O governo de Cuba reconheceu em julho que as pressões dos EUA provocaram a saída do país de sete redes hoteleiras internacionais que administravam 46% do total de quartos do país (mais de 80.000, segundo dados oficiais), entre elas as redes espanholas Meliá, Iberostar e Barceló, a canadense Blue Diamond, a indonésia Archipiélago International e a turca ATG.
De acordo com os números divulgados nesta sexta pelo ONEI, por país de origem, o Canadá contribuiu, entre janeiro e junho, com 126.937 visitantes, seguido pelos Estados Unidos, com 31.001, e pela Rússia, com apenas 21.235, o que representa quedas em relação ao mesmo período do ano anterior de 70,3%, 53,8% e 66,8%, respectivamente.
Outros mercados emissores, como México, Argentina e China, registram quedas consideráveis de mais de 30% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Por sua vez, as visitas da comunidade cubana no exterior, um dos pilares do setor, também caíram significativamente nos primeiros seis meses do ano, com uma redução de 38,2%, totalizando 74.068 pessoas, segundo a ONEI.
O país insular registrou, em 2025, pouco mais de 1,8 milhão de visitantes estrangeiros, contra a meta do governo de 2,6 milhões. Em 2024, o número chegou a 2,2 milhões e, em 2023, a 2,4 milhões, segundo dados oficiais.
Os números estão longe dos recordes associados ao “descongelamento” das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba, que permitiram a chegada de 4,6 milhões de turistas em 2018 e de 4,2 milhões em 2019, devido à eliminação das restrições impostas por Washington às viagens à ilha.
Diante dessa situação, o governo cubano aprovou em junho — como parte do pacote de 176 reformas econômicas que visam descentralizar e liberalizar a economia da ilha — várias medidas para dinamizar o setor turístico, entre elas a aprovação de novas modalidades de negócios para o setor privado, incluindo a gestão de hotéis, o aluguel de automóveis e os serviços de transporte de passageiros.
O governo também permitirá que o setor privado atue como agentes de turismo, guias e corretores. Está prevista a implementação de uma taxa de 1% sobre esses negócios para promover a sustentabilidade e a imagem dessa atividade econômica.
Pleno News
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026