23 de fev. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
O patrimônio do engenheiro Zwi Skornicki, preso preventivamente nesta segunda-feira (22), no Rio de Janeiro, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, aumentou 35 vezes em 10 anos. Segundo informações obtidas pelo Jornal Nacional, seu patrimônio declarado passou de R$ 1,8 milhão para R$ 63 milhões.
Na primeira vez em que a operação levou a Polícia Federal à casa de Zwi Skornicki, em 5 de fevereiro de 2015, os agentes recolheram na garagem subterrânea cinco carros importados e valiosos. Nesta segunda, em outros endereços do suspeito de ser operador de propinas da Petrobras, foram apreendidos pelo menos mais dez.
Modelos antigos, de colecionador, estavam na mansão da Região Serrana do Rio de Janeiro. A PF não divulgou o número exato.
A residência fixa de Zwi é em uma casa dentro de um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital, com subsolo e mais dois pavimentos.
O engenheiro tem outra casa no litoral sul do estado, e está construindo mais uma, em outro condomínio da região de Angra dos Reis. Alancha que ele costuma usar em passeiospelas ilhas e praias da chamada Costa Verde foi apreendida, junto com dinheiro vivo, em reais, euros e dólares. Os valores não foram divulgados.
Tudo isso se junta a 48 obras de arte de pintores famosos, apreendidas há um ano. Algumas, expostas no Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba.
Zwi Skornick é um nome muito conhecido entre os profissionais das áreas de petróleo e gás. Já trabalhou na Petrobras, na Odebrecht e, no início dos anos 1990, abriu a própria consultoria. Zwi sempre disse que seu patrimônio é fruto de décadas de trabalho, mas isso não convenceu os investigadores da Lava Jato.
Foi também na década de 1990 que Zwi passou a representar a empresa de engenharia naval Keppel Fels, investigada por pagamento de propina em contratos com a Petrobras. O engenheiro foi citado na delação premiada de Pedro Barusco, em setembro de 2015, como operador de propinas.
“Com o sr. Zwi nós fomos acumulando como se fosse uma conta e foi quando, em 2012, nós fizemos um grande acerto de contas, que foi de US$ 14 milhões. Eu fiquei com 2 e 12 foi para o Renato Duque”, disse Barusco durante a delação.
Por nota, a defesa do engenheiro declarou que só vai falar nos autos do processo e que considera a prisão desnecessária, já que desde a 9ª fase da operação, há mais de 1 ano, ele sempre esteve no brasil e à disposição para prestar esclarecimentos.
Veja aqui o vídeo da coleção apreendida nesta segunda.
G1
Fonte: Blog do BG
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