10 de jan. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
Por Interino
Fabiana Medeiros chegou às manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014 com 300 seguidores no Twitter e saiu, conta, com 1.700. Nesta sexta-feira (9), funcionou para eles como o olho conservador sobre o primeiro protesto contra a alta das tarifas do transporte público em São Paulo em 2015.
Assim como inúmeros ativistas críticos à cobertura da imprensa tradicional que tradicionalmente compõem o rol de personagens desses atos, Fabiana decidiu sacar o celular (de capa de Minnie) e foi para a rua dar sua versão dos fatos.
“É importante para o povo saber os dois lados”, justifica a médica radiologista de 36 anos. “E mídia independente tem que cobrir tudo o que acontece no país. Tem muita mídia independente aqui, mas eu não sei o quão independente ela é.”
Ciente de que, apesar de ser mais uma de tantos, destoava do conjunto, Fabiana decidiu manter-se o tempo todo atrás do cordão de isolamento – “o famoso cordão de isolamento”, como ela diz – montado pela polícia para conter os manifestantes. Dali, mostrava ao seu público o que considerava relevante no protesto.
“Quem subiu a tarifa do ônibus foi o Haddad. E você tem uma faixa de ‘Fora, Alckmin’, mas não de ‘Fora, Haddad”, aponta, citando o prefeito petista e o governador tucano. “[E] você só tem bandeira vermelha”, conta. De fato, bandeiras do Partido da Causa Operária (PCO) foram levantadas durante o protesto. “Eu sou a única com a bandeira do Brasil. O resto está representando um partido.”
Fabiana não esperava muita companhia numa atividade que seus seguidores consideravam de risco.
“Pessoal está com medo por eu estar aqui sozinha”, diz, lendo alguns dos incessantes comentários postados pelos seus seguidores durante a transmissão. “Estão falando que passe livre é desculpa que não cola.”
Os gritos pela estatização do transporte público também a indignaram – imagina, argumenta, o sistema sendo controlado por quem dele se utiliza, como propõem os manifestantes?
“Olha lá: contra o aumento das tarifas, tarifa zero para todos, estatização do transporte público sob o controle dos trabalhadores e usuários, pela readmissão dos metroviários e contra a demissão dos cobradores. Acho que eles não querem mais nada”, comenta, ironicamente, com seus seguidores.
A postura antipetista e os elogios à PM paulista – “está fazendo um ótimo trabalho em segurar essa galera toda” -, não faz de Fabiana uma aliada incondicional do governo Alckmin (PSDB). Enquanto caminhava pela avenida Ipiranga, ainda no início da manifestação, Fabiana cobrou investigação das fraudes em licitações do Metrô e da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), ocorridos durante as administrações tucanas à frente do governo de São Paulo, assim como atacava o petismo pelo escândalo da Petrobras.
Tampouco a médica é contra manifestações – discorda apenas do conteúdo da realizada nesta sexta-feira (9), e das depredações que costumam se seguir.
Veja o Vídeo aqui
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

21 de ago. de 2026

21 de ago. de 2026

21 de ago. de 2026

21 de ago. de 2026