24 de out. de 2022 - Por Gabi Fernandes
Vídeo: Divulgação
Após a grande repercussão do caso na mídia, onde a proprietária de um abrigo de animais em Pium, na Grande Natal, Amora Brayan, refutar as acusações de maus tratos, a advogada especialista em Direito Animal, Juliana Rocha, que acompanha o caso, afirma que a negativa da protetora, de que as fotos que circulam na internet não são do seu estabelecimento, pode ser facilmente desmentida com os registros realizados pela equipe do ITEP.
Para você entender, uma conhecida ‘protetora’ de animais resgatados nas ruas de Natal e Região Metropolitana foi denunciada à Polícia Civil e Ministério Público do RN, por maus tratos, negligência aos cuidados básicos e até eutanásia a inúmeros bichos de estimação, que deveriam estar sendo cuidados e devidamente encaminhados à adoção.

No domingo, o Lar Amora Brayan, em Pium, foi alvo de um mandado de buscas, que incluiu, além de policiais civis, bombeiros e peritos criminais do ITEP. No local, situado na Rua do Abelhão, foram encontrados seis corpos de animais e muitos cães esqueléticos, provavelmente por falta de água e comida. Nesta segunda-feira, os corpos serão periciados no ITEP.
Os laudos técnicos a serem expedidos pelos profissionais, que irão embasar a investigação, poderão apontar se os animais estavam ou não em situação de maus tratos. O caso está sendo investigado na Delegacia de Nísia Floresta. De acordo com Juliana Rocha, após analisar as provas trazidas, na sexta-feira passada, os trabalhos foram iniciados.
Segundo ela, o rol probatório foi suficiente, inclusive, para que o poder judiciário expedisse, em regime de plantão, mandado judicial de busca e apreensão. “Não dava para aguardar em virtude de a nossa cliente haver apresentado elementos onde a atuação deveria ser imediata, sob pena de risco aos animais. Por esta razão a operação deu-se no final de semana”.
A proprietária Amora Bryan negou autoria, mas admitiu em entrevista, que concorda com a eutanásia. Contudo, a advogada Juliana Rocha observa que, para achar os corpos, não houve esforço. “Chamou a nossa atenção a avidez com que outros animais avançavam em cima das carcaças para se alimentarem. A área, também, de acordo com as fotos que circulam, não demonstram que o lar havia sido limpo pela manhã. Não nos sentimos confortável de passar informações além destas – que já circulam nas redes – posto que há uma investigação em andamento. Porém, no que tange à eutanásia, nos chama a atenção a senhora Amora dizer em entrevista que ela autorizava os procedimentos”, explicou Juliana.
Segundo a advogada, a eutanásia é procedimento extremo e somente pode ser realizado por médico veterinário, devidamente laudado e justificado, bem acompanhado por exames laboratoriais (se cabível ao caso), conforme lei vigente – qualquer situação fora desta pode configurar-se maus tratos. Os relatos que chegam estão sendo encaminhados à delegacia para averiguação.
Blog do FM
Fonte: Blog do BG
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