03 de dez. de 2025 - Por Alessandra Bernardo

Foto: Divulgação
VÍDEO: Fachin reage a onda de feminicídios e cobra “mudança cultural” no paíshttps://t.co/KlBi9tCIT6 pic.twitter.com/BPi41ZureX
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Imagens: Reprodução/EBC
O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a sessão desta quarta-feira (3) com um alerta pesado: a violência contra a mulher no Brasil chegou a níveis “estarrecedores”. A fala veio após uma sequência de crimes brutais, como o assassinato da professora e pesquisadora Catarina Karsten, de 31 anos, violentada e morta durante uma trilha em Florianópolis — mais um caso que chocou o país e expôs a falência das políticas de proteção.
Fachin disse que o Judiciário reforça o compromisso de punir agressores e acolher vítimas, lembrando que muitas mulheres têm medo de sair de casa — e, pior, medo de permanecer nela, onde a maioria das agressões acontece.
Em São Paulo, dois crimes gravíssimos ganharam repercussão: uma jovem arrastada por um carro por quase um quilômetro, e uma ex-companheira baleada dentro do trabalho. No Recife, uma mãe grávida e quatro filhos, de 1 a 7 anos, morreram queimados após o ataque do próprio marido.
O ministro afirmou que proteger a dignidade das mulheres é dever constitucional e pediu uma “mudança cultural profunda”, com mais denúncia, menos silêncio e tolerância zero para agressões.
Segundo o Ministério das Mulheres, 1.450 feminicídios foram registrados no Brasil no último ano — números que revelam uma crise nacional que não pode mais ser ignorada.
Fonte: Blog do BG
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