14 de ago. de 2023 - Por Ângelo Boanerge

Foto: Luis ROBAYO / AFP
As eleições primárias da Argentina, que definiram, neste domingo, 13, os candidatos à presidência para as eleições de 22 de outubro, mostraram a força da direita e expuseram a crise da esquerda no país vizinho.
Com mais de 90% das urnas apuradas, o economista Javier Milei venceu o pleito e mostrou sua força para daqui a dois meses, quando os argentinos de fato escolherão seu novo presidente. Autodefinido como “anarcocapitalista”, o outsider, candidato único do A Liberdade Avança, alcançou 30,26% dos votos.
Chamado de Jair Bolsonaro argentino, Milei recebeu apoio do ex-presidente brasileiro na véspera da votação. Em diversas oportunidades na campanha, criticou o “socialismo” de Luiz Inácio Lula da Silva, o que indica estremecimento das relações entre os dois países caso o ultraliberal confirme o favoritismo adquirido nas prévias, conhecidas como Paso (Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias).
“Esta alternativa competitiva não só vai acabar com o kirchnerismo, mas também com a casta parasita, estúpida e inútil deste país”, disse Javier Milei. “Estamos perante o fim do modelo de castas, baseado naquela atrocidade que diz que onde há necessidade, há direito, mas esquece-se de que esse direito tem de ser pago. Hoje demos o primeiro passo para a reconstrução da Argentina. Não só fomos a força mais eleita em termos individuais, como hoje somos a força mais votada. Porque nós somos a verdadeira oposição.”
Após surpreender nas primárias da Argentina, Javier Milei promete acabar com o Kirchnerismo e “roubos da casta política”.
Candidato de direita criticou o que chama de “modelo de castas” e classificou justiça social como “aberração”.
(Via: @SamPancher) pic.twitter.com/9Ppv4K0NxC
— Metrópoles (@Metropoles) August 14, 2023
Jovem Pan
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026