04 de fev. de 2026 - Por Judson Araújo

Foto: Divulgação
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Vídeo: Reprodução/CNN Brasil
Mais do que nomes, as indicações que o presidente Lula (PT) prepara para o STF e para a diretoria do Banco Central revelam um critério claro: alinhamento ideológico. A chamada “pureza” de pensamento parece pesar mais do que currículos individuais, sinalizando a intenção de reforçar uma mesma visão de mundo nos espaços mais sensíveis do poder.
Essa visão não é nova. Parte do princípio de que Lula sempre esteve certo, sobretudo na condução da política econômica, e de que os erros do passado seriam fruto de fatores externos, nunca de escolhas internas. Dentro dessa lógica, pouco importa quem ocupa os cargos: o essencial é que compartilhe a crença de que o Estado deve gastar mais para induzir crescimento.
É evidente que indicações são prerrogativa do presidente e que preferências políticas fazem parte do jogo democrático. O problema começa quando essas escolhas ajudam a montar uma armadilha de médio prazo: um país que insiste em expandir despesas enquanto tenta fechar as contas apenas aumentando receitas, empurrando o ajuste para depois das eleições.
A fatura, porém, não desaparece. Ela se manifesta em crescimento fraco, produtividade baixa e na repetição de uma fórmula já conhecida. Não se trata de um risco futuro distante: o Brasil já está dentro desse buraco. E as decisões atuais indicam menos disposição para mudar o rumo e mais vontade de aprofundar o caminho que já se mostrou limitado.
Com informações do colunista William Waack, da CNN
Fonte: Blog do BG
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