31 de jan. de 2024 - Por Rodrigo Freire

Foto: Divulgação
Lula promete “jogo pesado” contra facções e diz que crime “é indústria maior que a Volkswagen e a Petrobras”
Segundo o petista, o enfrentamento ao crime organizado é um desafio global abordado, frequentemente, de maneira errada por nações mais desenvolvidas. pic.twitter.com/D9aaOI9Fzj
— 98 FM Natal (@98FMNatal) January 31, 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o crime organizado se tornou uma indústria internacional e que o governo federal pretende “jogar pesado” no combate às facções criminosas.
“É maior que a General Motors, que a Volkswagen, que a Petrobras, é uma coisa muito poderosa que está em tudo que é lugar no planeta”, declarou o presidente nesta quarta-feira (31) durante evento que marcou a saída do ministro da Justiça, Flávio Dino, da pasta. O sucessor, Ricardo Lewandowski, toma posse na quinta-feira (1º).
Segundo o petista, o enfrentamento ao crime organizado é um desafio global abordado, frequentemente, de maneira errada por nações mais desenvolvidas. “Muitas vezes um país rico, como os Estados Unidos, acha que combater a droga é colocar base militar na Amazônia ou na Colômbia. O problema não é a droga, é saber como o país vai cuidar dos seus usuários”, afirmou.
O presidente acrescentou que os maiores grupos do crime organizado têm ampla influência e disponibilidade de recursos, e que o caminho para o combate é investir em inteligência policial e investigações contra chefes da criminalidade. “Pegar essa gente é sempre mais complicado, de repente o cara que investiga vai estar diante do chefe dele”, disse.
No início do evento, Lula havia afirmado que não responderia às perguntas da imprensa e que os questionamentos deveriam ser direcionados somente a Dino.
“Aviso com antecedência que as perguntas serão para ele [Dino] e somente ele responderá. Eu não vou responder, José Múcio não é ministro da Justiça e o Lewandowski só pode responder a partir de amanhã, quando ele for ministro da Justiça”, afirmou.
Somente após o final da apresentação do ministro, quando o ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, havia encerrado o evento, o presidente decidiu comentar brevemente (falou por pouco mais de cinco minutos) os planos do governo para a segurança pública.
“Humanização”
O presidente defendeu, ainda, a humanização do enfrentamento à violência praticada por jovens vulneráveis, por meio de ações de educação e apoio à família, e criticou autoridades que defendem ações policiais com brutalidade. “Todo mundo sabe que o político popular é aquele que grita ‘bandido bom é bandido morto’”, disse Lula, sem mencionar nomes.
No mesmo evento, ao apresentar os resultados de sua gestão à frente do Ministério da Justiça, Flávio Dino reforçou que o foco das ações policiais deve ser a “descapitalização” de facções como o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), e não em operações violentas nas periferias. “Combate ao crime organizado não é sair dando tiro a esmo, não é invadir bairros populares e fuzilar idosos, crianças e mulheres. Isso é alimentar o ódio”, afirmou.
Veja
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

02 de ago. de 2026

02 de ago. de 2026

02 de ago. de 2026

02 de ago. de 2026