Embora o alto estado de decomposição do corpo do golfinho tenha dificultado análises mais conclusivas sobre a morte, o coordenador do projeto Cetáceos esclarece que foram identificadas várias lesões no corpo do animal. Dentre elas, destaca-se uma possivelmente causada por objeto cortante em uma das causas, que o teria levado a encalhar.
Giovana Santoro, médica veterinária do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Ceman), esclarece que a lesão mais significativa pelo objeto cortante também pode ter gerado a predação do animal por um tubarão no mesmo local. “A partir do momento em que foi lesionada a nadadeira do animal, o sangue pode atrair esses predadores. Além disso, ele tinha algumas lesões oportunistas por aves e tubarões menores, mas a mais significativa foi essa sugestiva da interação antrópica [ações realizadas pelo ser humano]”, ressalta.
O professor Flávio Lima conclui, portanto, que as análises indicam que o animal foi morto por interação de atividade humana proveniente de objeto perfuro-cortante. “É importante ressaltar que o animal estava com histórico muito bom. Ele estava sadio antes da morte e não apresentava sinais de debilidade/doenças que levassem para o encalhe, caso não tivesse tido o contato com a atividade humana”, complementa.




Foto: Projeto Cetáceos


