02 de ago. de 2019 - Por bruno

Foto: Divulgação
O fornecimento de órteses e próteses estava simplesmente parado no Estado do Rio Grande do Norte, em que pese o número expressivo de deficientes físicos que aguardam o atendimento para que possam dar início a uma vida digna.
Na tentativa de modificar esse quadro dramático, a Sociedade Amigos do Deficiente Físico – SADEFRN tem exercido uma fiscalização permanente e feito reiterados pedidos para que o Governo do Estado trate a questão com mais humanidade e respeito.
O Governo do Estado, em entrevista concedida para se pronunciar sobre ordem judicial determinando a retomada do serviço, reconheceu a existência de, pelo menos, 1900 deficientes físicos na fila de espera.
São pessoas como Eder Jofre, que, desde julho de 2015, dirigiu à Secretaria Estadual de Saúde pedido de uma prótese para a perna esquerda, amputada depois de um acidente de trânsito. “Quem fez a solicitação até um mês antes de mim recebeu as próteses, mas logo depois, o fornecimento foi suspenso”, lamenta ele.
Vendo mais perto a possibilidade de conseguir uma nova prótese, Eder Jofre se anima: “A prótese facilita em tudo na minha vida. Sem ela, perco muita mobilidade e não tenho como fazer coisas comuns do dia a dia, como trabalhar e treinar, por exemplo”, diz o agente de endemias e praticante do Atletismo.
A SADEFRN atende cerca de 200 deficientes físicos e, embora seja principalmente por esses associados que Tercio Tinoco, presidente da associação, tem lutado incansavelmente, ele sabe que o serviço atinge um público muito maior e por isso continuará reivindicando que o Governo do Estado faça a sua parte e honre o compromisso de atendimento. “Eu considero a retomada do fornecimento uma vitória importante de todos os deficientes físicos do Rio Grande do Norte”, comemorou.
Para Tercio Tinoco, o próximo passo é seguir a meta de acabar com essa fila. “O Governo do Estado deixou muito clara, na entrevista que concedeu, a capacidade de atender a 2500 pessoas. Portanto, não há razão para que isso não ocorra, especialmente se considerado que os recursos necessários são federais e específicos para este fim, de modo que, por ser verba carimbada, não pode ter outra destinação”, explicou.
Órteses são dispositivos permanentes ou transitórios que auxiliam a função de um membro com algum tipo de deficiência. Como, por exemplo, bengalas, muletas, coletes cervicais, andadores, entre outros. Já as próteses substituem total ou parcialmente algum membro, de maneira permanente ou transitória.
“Os interessados devem urgentemente realizar o seu cadastro junto ao CRI para fazer a sua solicitação. Agora, é atender quem já aguarda e batalhar para que mais pessoas sejam atendidas”, finaliza o presidente da Sadef.
Fonte: Blog do BG
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