09 de nov. de 2016 - Por bruno
Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo
A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de outubro em 0,26%, menor taxa para o mês desde 2000. As estimativas de analistas do mercado financeiro compiladas pela Bloomberg previa alta de 0,29%. Em setembro, os preços variaram apenas 0,08%. Em outubro de 2015, a taxa foi de 0,82%. Nos doze meses últimos meses, a inflação ficou em 7,87%. No acumulado do ano, o resultado é de 5,78%.
A taxa no acumulado do ano, no entanto, já ultrapassa em muito o teto da meta fixada pelo Banco entral (BC), que é de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
Entre os grupos de itens pesquisados, a variação mais elevada em outubro ficou com transporte (0,75%), enquanto alimentação e bebidas (-0,05%) e artigos de residência (-0,13%) apresentaram recuo nos preços. Também subiram os preços da habitação (0,42%), vestuário (0,45%), saúde e cuidados pessoais (0,43%), despesas pessoais (0,01%), educação (0,02%) e comunicação (0,07%).
No grupo alimentação e bebidas, embora a queda em outubro, de 0,05%, tenha sido menos intensa do que em setembro (-0,29%), os preços de vários produtos caíram. Destaque para o leite longa vida, que ficou 10,68% mais barato e exerceu o principal impacto para baixo no resultado geral desse mês, de -0,13 ponto percentual. Em contrapartida, o item carnes, que teve variação de 2,64%,pressionou o grupo dos alimentos e exerceu o principal impacto individual no índice do mês, com 0,07 ponto percentual. Em algumas regiões, a alta das carnes foi ainda maior, como Curitiba (4,4%), Fortaleza (4,19%), Vitória (4,18%) e Rio (4,09%). Salvador (0,52%) e Brasília (0,61%) apresentaram as menores variações.
GASOLINA E ETANOL EM ALTA
Entres os itens que compõem o grupo transporte, o aumento de 6,09% no preço do litro do etanol levou o preço da gasolina a subir 1,22%, já que esta contém 27% de etanol em sua composição. A alta de 10,06% nas passagens aéreas também exerceu pressão sobre o grupo.
Outros itens que também influenciaram o IPCA do mês foram: seguro de veículo (1,7%), botijão de gás (1,19%), plano de saúde (1,07%), empregado doméstico (0,87%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), emplacamento e licença (0,81%), taxa de água e esgoto (0,74%), telefone fixo (0,62%) e condomínio (0,52%). Quanto aos itens em queda, os destaques foram hotel (-5,63%) e cigarro (-1,63%).
Entre as regiões pesquisadas, o índice mais elevado foi o de Campo Grande (0,53%), onde seis dos nove grupos de produtos e serviços verificados apresentaram taxas superiores à média nacional. O menor índice foi o da região metropolitana de Vitória (-0,16%). O Rio de Janeiro, depois de registrar deflação em setembro (-0,14%) voltou a ter alta nos preços na ordem de 0,16% em outubro. Em 12 meses, o Rio acumula alta de 9,27% nos preços e no ano a inflação está em 6,48%. Ambos os índices são maiores do que a média geral para esses dois períodos.
Depois de sete reduções seguidas, o Boletim Focus divulgado na última segunda-feira pelo BC manteve inalterada a previsão para o IPCA deste ano, em 6,88%. Há duas semanas, a taxa ficou abaixo de 7% pela primeira vez desde 29 de abril. Já para 2017, preveem que o IPCA ficará em 4,94%, se aproximando cada vez mais do centro da meta do governo, de 4,5%.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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