07 de fev. de 2017 - Por bruno
Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters
No Brasil, a comissão da CBF encarregada da implantação da tecnologia de vídeo no futebol nacional estabeleceu o primeiro semestre de 2018 como meta para a utilização contínua da tecnologia de vídeo. No entanto, a entidade quer iniciar os testes on-line, ou seja, aqueles em que o árbitro é comunicado de infrações durante as partidas, já no segundo semestre de 2017, durante a segunda metade do Brasileiro.
“Nesse ponto, temos um probleminha jurídico. Utilizaríamos a tecnologia somente na segunda parte do Brasileiro, o que poderia gerar reclamações dos clubes na Justiça, alegando que os dois turnos foram disputados a partir de critérios diferentes”, explica Sérgio Corrêa, que coordena o projeto de uso de vídeo na CBF.
Ele explica que, em conversas com os clubes nos próximos meses, tentará convencê-los a assinar termos de concordância com os testes de tecnologia de vídeo ainda em 2017. Todos os 20 participantes da Série A precisarão firmar o documento para que a tecnologia possa ser utilizada.
Nos próximos dias, a CBF pedirá à Fifa para que possa executar testes do modelo brasileiro, que é diferente do holandês colocado em prática no Mundial de Clubes. A principal distinção é que aqui o árbitro não deverá se dirigir a uma cabine para rever lances. Para Corrêa, as reclamações dos jogadores no percurso do árbitro tiram o dinamismo dos jogos.
Em maio de 2016, nas duas partidas da final do Campeonato Carioca entre Vasco e Botafogo, foram feitos os primeiros e únicos testes off-line -quando não há comunicação entre o juiz em campo e o árbitro de vídeo e, portanto, não existe na prática interferência nas decisões.
Atualmente, ao menos 12 países realizam testes do tipo em jogos de futebol. O modelo usado na Holanda é o que está sendo adotado pela Fifa no Mundial de Clubes.
Novas regras do futebol
Uso da imagem de vídeo para rever lances será testada
COMO SERÁ USADO O VÍDEO
Um árbitro assistente terá acesso às imagens do jogo durante a partida
Em caso de dúvida, o árbitro principal poderá pedir a revisão. O assistente de vídeo também pode avisar ao juiz que houve erro.
O assistente de vídeo prepara o lance pedido, que o árbitro principal pode ver dentro de campo, com um tablet, ou aceitar a orientação do auxiliar.

SITUAÇÕES EM QUE O VÍDEO PODERÁ SER USADO
– Decidir se o gol foi válido ou não (se houve falta, impedimento ou se a bola cruzou a linha)
– Decidir se houve infração para pênalti ou não
– Se a infração do jogador mereceria o cartão vermelho
A MEDIDA
– Os testes vão durar dois anos e começará a ser impelementada em torneios (que serão escolhidos) até agosto de 2017
– A CBF espera passar a usar o teste na Série A do Brasileiro já em agosto de 2016
OUTRAS ALTERAÇÕES DE REGRAS
– Fim da “tripla punição”, quando o jogador comete o pênalti, é expulso e suspenso do próximo jogo. Em casos menos graves, o jogador receberá cartão amarelo se cometer um pênalti
– Jogador que se machucar após sofrer falta de atleta punido com amarelo ou vermelho não precisará mais sair do campo para receber atendimento médico
– Na saída de bola no meio de campo, jogador não precisará mais tocá-la para frente, mas para qualquer lado ou até recuar-
– Será testada a quarta substituição, mas apenas nas prorrogações
Folha de São Paulo
Fonte: Blog do BG
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