29 de dez. de 2020 - Por Ana Lourdes
Item cobiçado e um dos símbolos olímpicos, a tocha dos Jogos do Rio, em 2016, está sendo vendida em grupos nas redes sociais. Nos “anúncios”, os condutores das tochas explicam que estão se desfazendo do objeto porque precisam de dinheiro, estão desempregados ou passando alguma necessidade. Em site de venda de produtos na internet também há anúncios da tocha da Rio-2016 por até R$ 120 mil mas, nesses casos, não há a indicação do motivo para a venda.
Em um post no Facebook, Luiz Paulo Freitas Ribeiro explica que suas contas estão sempre no vermelho. Viu os rendimentos diminuirem e as contas, aumentarem. Professor de Educação Física e de judô em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, ele afirma que precisa vender a tocha para pagar a terapia da filha caçula, que é autista. Paulo pede R$ 7 mil, o equivalente a um ano do serviço. Metade do valor é paga pelo plano médico.
— Em casa, os custos aumentaram com a pandemia. É água, luz e comida. E não dá para ficar sem comer, não é? — diz Luiz Paulo, pai de duas meninas e o provedor da família (a esposa é do lar).
Para ele, a tocha tem valor sentimental inestimável. Ele lembra de detalhes do dia em que levou a chama olímpica, em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Mas diz que o bem estar da filha caçula é mais importante.
— Foi surreal, um presente para mim que há 15 anos trabalho com esporte na minha cidade. Mas não tem comparação. Só estou fazendo isso porque não tenho dinheiro para a terapia. Não faria isso se tivesse outra forma de arrecadar este valor.

Reprodução
Confira matéria completa no O Globo.
Fonte: Blog do BG
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