19 de out. de 2025 - Por Judson Araújo
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/ND
A escolha do sucessor de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) deve acontecer em um ritmo mais acelerado do que nas últimas duas indicações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva neste terceiro mandato. Flávio Dino levou 58 dias para ser confirmado, e Cristiano Zanin aguardou 51 — os prazos mais longos entre os 11 ministros nomeados por Lula em seus três mandatos. Agora, dez dias após o anúncio da aposentadoria de Barroso, o presidente se movimenta para fechar o nome, com Jorge Messias, atual advogado-geral da União, despontando como favorito.
Historicamente, decisões tão rápidas foram exceção nos governos petistas. Apenas Eros Grau e Ayres Britto foram indicados em menos de dez dias, ambos no primeiro mandato. No outro extremo, além de Dino e Zanin, Cármen Lúcia enfrentou um intervalo de 42 dias até ser escolhida. Os demais sete ministros foram definidos em menos de 20 dias após a abertura da vaga.
Depois da indicação, o nome escolhido passa pela sabatina no Senado, etapa em que parlamentares testam o futuro ministro sobre posicionamentos jurídicos e temas sensíveis. Embora rejeições sejam extremamente raras — a última ocorreu em 1894 —, o processo costuma gerar movimentação política intensa e atrair holofotes para Brasília.
Além de Messias, também são cotados o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas. A expectativa no Planalto é de que Lula evite prolongar a escolha, reduzindo a pressão de aliados e fiadores dos nomes em disputa, como ocorreu nas nomeações anteriores.
Com informações do O Globo
Fonte: Blog do BG
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