20 de jan. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
A expressão popular cabe muito bem no caso da cobrança, pela Prefeitura do Natal, da devolução dos salários pagos em duplicidade à ex-prefeita Micarla de Souza e a mais 491 ocupantes de cargos comissionados na gestão anterior.
A última folha de pagamento do ano de 2012 foi paga quando o prefeito era o então vereador licenciado Ney Lopes Júnior, a quem, por suposição, caberia a falha de ter pago a mais e em dobro.
Mas, segundo post publicado pela blogueira Thaisa Galvão, não foi bem isso que aconteceu. O que Ney Lopes Júnior fez foi pagar, em dia, e dentro do ano, os salários e o restante do décimo-terceiro.
Quem de fato pagou em duplicidade foi a gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves. O pagamento foi feito no dia 31 de janeiro de 2013, 30 dias depois da posse do novo prefeito. Micarla havia sido afastada no final de outubro, tendo assumido o então vice-prefeito Paulinho Freire, que depois deixou o cargo para ser diplomado vereador e transferido a missão para Ney Lopes Júnior, que permaneceu até o final, em 31 de dezembro de 2012.
Resumo da ópera: a atual gestão da Prefeitura tem todo o direito de querer reaver o dinheiro que foi pago em duplicidade. Mas, não poderá dizer que o erro foi dos antecessores.
Será que é por isso que o secretário municipal de Administração, Fábio Sarinho, no cargo desde 1 de janeiro de 2013, teve sua exoneração anunciada hoje?
O feitiço virou contra o feiticeiro.
Fonte: Blog do BG
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