Na quarta-feira, Henrique Alves colocou em votação o requerimento que pedia urgência para votação desse projeto. A manobra, muito criticada por vários deputados e partidos que acusaram os demais de tentar inviabilizar partidos em formação como a Rede, da ex-senadora Marina Silva, não deu certo. Faltou quórum regimental para a aprovação da urgência. Eram necessários pelo menos 257 votos sim para que a urgência fosse dada à proposta, mas apenas 247 deputados votaram a favor, 20 contra e 9 se abstiveram. Muitos partidos obstruíram a votação, como o PSB, o PDT, o PPS e o PSOL. O PSDB encaminhou contra a aprovação do requerimento.
O presidente da Câmara admitiu hoje que a matéria não havia sido acordada na reunião de líderes desta semana e reconheceu que foi um erro colocar o requerimento em votação. O assunto deve ser discutido na próxima reunião do colégio de líderes.
Reforma política
O presidente disse ainda que a reforma política vai voltar à pauta de discussão da Câmara – mesmo que não haja consenso entre os deputados quanto à proposta – porque é uma matéria importante.
A reforma política entrou em pauta na terça-feira, mas a falta de acordo impediu sua votação.