17 de jul. de 2024 - Por Lívia Rodrigues

Foto: Reprodução/Divulgação/ Marcelo Camargo
Laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Técnico-Científica concluiu que o empresário Henrique Chagas morreu por uma “parada cardiorrespiratória” causada por um “edema pulmonar agudo” ao inalar fenol. O paciente faleceu após o tratamento de peeling numa clínica em São Paulo.
A morte de Henrique ocorreu no mês passado e o exame ficou pronto nesta semana. A TV Globo e o g1 tiveram acesso ao resultado. Edema pulmonar agudo é um tipo de emergência médica que ocorre quando há acúmulo de líquido dentro dos pulmões.
O empresário perdeu a vida no dia 3 de junho deste ano logo após fazer o procedimento no Studio Natalia Becker, no Campo Belo, área nobre da Zona Sul da capital paulista. O fenol é um produto químico usado para escamar a pele, fazendo com que ela rejuvenesça depois.
A perícia encontrou vestígios do produto químico na pele do paciente e conseguiu confirmar o que causou o problema nos pulmões dele:
Henrique tinha 27 anos e era dono de um pet shop em Pirassununga, interior de São Paulo, onde foi enterrado. Henrique pagou R$ 5 mil pelo tratamento. O empresário se queixava de marcas de acne que adquiriu na adolescência.
Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o tratamento é invasivo e pode trazer riscos à saúde, como taquicardia. Por esse motivo, somente médicos dermatologistas podem fazer o procedimento, de acordo com o órgão.
Quem aplicou o peeling de fenol em Henrique foi a influenciadora digital Natalia Fabiana de Freitas Antonio, que se apresenta como Natalia Becker nas redes sociais. Ela também é a dona da clínica. A mulher foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Ela responde ao crime em liberdade.
Procurados pelo g1, os delegados Eduardo Luis Ferreira e Samia Olivier Martins de Oliveira, do 27º Distrito Policial (DP), Campo Belo, que investiga o caso, disseram que o laudo com a causa da morte de Henrique Chagas será anexado ao inquérito.
“Devemos relatar o inquérito policial nesta semana à Justiça”, disse o delegado Eduardo. ‘Não devemos indiciar mais ninguém”. O Ministério Público (MP) decidirá depois se denuncia ou não Natalia pelo homicídio.
Fonte: g1
Fonte: Blog do BG
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