24 de mar. de 2015 - Por bruno

Este bem que poderia ser o lema do Ministério Público Estadual
Na última sexta-feira, 20, o Diário Oficial do Estado publicou ato do Procurador geral da Justiça substituto, Jovino Pereira da Costa Sobrinho, determinando a instauração de inquérito civil para apurar atos do Poder Executivo.
Segundo o ato assinado pelo chefe do Ministério Público Estadual, serão investigados todos os atos suspeitos de infringir os artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Pelo visto, para o MPE a Lei de Responsabilidade Fiscal só existe para os outros.
Para os procuradores e promotores, que ganham salários em torno de 31 mil reais, os cofres públicos ainda custeiam 4.700 reais de auxílio moradia e auxílio alimentação de 1.200 reais.
Os membros do Ministério Público ainda lutam pelo direito ao auxílio saúde e ainda estão em busca do anuênio. Somando tudo, as despesas só com salários, auxílios e anuênio vão ficar em torno de 50 mil reais.
E o dinheiro que paga os promotores é o mesmo que sai da arrecadação do Estado, feita pelo Poder Executivo.
Para o Ministério Público, o Governo do Estado está acima dos limites prudencial e legal da Lei de Responsabilidade Fiscal.
E cabem duas perguntas:
A LRF não serve para o Ministério Público quando se trata de analisar suas próprias contas, despesas e pagamento de pessoal?
E, a pergunta que não quer calar: quem fiscaliza o fiscal?
Fonte: Blog do BG
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