22 de mai. de 2023 - Por william

Foto: Divulgação.
Mons. Agnelo nasceu no município de Ceará-Mirim/RN, no dia 22 de maio de 1933, sendo filho do casal Manoel de Moura Barretto e Maria do Carmo Dantas Barretto. No mesmo ano do seu nascimento, foi batizado pelo Mons. Celso Cicco, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Ceará-Mirim).
Desde o alvorecer de sua infância, foi educado na fé católica, seja no seio de sua família, bem como no Colégio Santa Águeda, onde cursou o primário até sua partida para o Seminário de São Pedro, em 1944. Desta forma, ainda na infância deu seus primeiros passos rumo ao sacerdócio.
Ingressou no Seminário de São Pedro no ano de 1944, aos 11 anos de idade. Desta forma, ainda na infância, deu seus primeiros passos concretos rumo ao sacerdócio. Em março de 1950, foi o momento de avançar para “águas mais profundas” (Lc 5,4), partindo de Natal para o Seminário Maior da Prainha, em Fortaleza/CE, para fazer o curso superior.
Ao retornar para Natal, foi ordenado sacerdote, no dia 8 de dezembro de 1955, na Catedral Metropolitana de Natal (Matriz de Nossa Senhora da Apresentação), em celebração presidida pelo então bispo auxiliar Dom Eugênio de Araújo Sales.
Entre muitos cargos ocupados na Cúria Arquidiocesana, foi membro do Conselho de Administração, Consultor Arquidiocesano, Pró-Vigário Geral, Procurador da Mitra, Vigário Episcopal para o Clero, Vigário Geral e Administrador Apostólico durante o periodo de sede vacante, em 1993. No ano 1992, recebeu o título de Monsenhor Capelão de honra do Santo Padre o Papa João Paulo II (São João Paulo II).
Sua atuação no campo acadêmico está entre as mais destacadas da sociedade potiguar. Como sacerdote, preocupado com sua formação permanente, fez importantes viagens na década de 60. Inicialmente, esteve no Chile onde fez um curso no Instituto Latino-americano de Catequese, em 1962. Em seguida, foi estudar também em Roma (1965-1966). Além disso, realizou inúmeras outras viagens, pelos cinco continentes, que lhe renderam uma visão ampla e aprofundada sobre os mais diversos temas. Lecionou nos cursos de Filosofia e Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tendo sido, inclusive, um dos pioneiros na implementação deste último.
No campo da formação sacerdotal, colaborou na condição de professor e diretor de estudos do Seminário de São Pedro, onde também exerceu os cargos de vice-reitor e diretor espiritual.
Exercendo o ministério presbiteral na capital potiguar, Mons. Agnelo marcou importantes instituições onde prestou assistência espiritual como capelão. Mas de forma peculiar e inusitada, destaca-se a sua especial participação na conquista brasileira do bicampeonato mundial de futebol, em 1962. O fato ocorreu quando o então Padre Agnelo estudava em Santiago, no Chile, país sede do mundial naquele ano. Na ocasião, o Vice-presidente Executivo do Comitê da Copa do Mundo, Hidalgo Cebellas, convidou o Padre Agnelo para prestar assistência espiritual à seleção canarinha. O convite foi prontamente aceito e o sacerdote natalense deslocou-se para Vina Del Mar, onde a seleção brasileira disputava os jogos pelas oitavas de final.
Nessa ocasião, sua serenidade e sabedoria, em um ambiente marcado pela tensão, foram de grande relevância para jogadores, comissão técnica e torcedores que acompanhavam os jogos.
Imbuido por um espírito de zelo e fidelidade à Igreja, assumiu importantes missões pastorais na Arquidiocese.
Como sacerdote, sempre esteve pastoreando o rebanho do centro da capital potiguar na condição de vigário paroquial da catedral e, de maneira marcante, esteve à frente da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, por mais de 25 anos, desde 1990. Durante um proficuo pastoreio, contribuiu para avanços no campo estrutural, pastoral e espiritual. Homem de uma forte sensibilidade pelo patrimônio sacro promoveu, em 1994, a restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (primeira igreja do Rio Grande do Norte), resgatando a originalidade deste importante marco para o patrimônio histórico e religioso da cidade do Natal.
Fonte: Blog do BG
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