18 de jul. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Muito se extrai da entrevista do presidente da Câmara dos Deputados à Folha de S. Paulo (replicada no Uol – veja o conteúdo aqui).
De cara, temos as inegáveis entrelinhas de um desconforto entre o Congresso e o Executivo, pontuado explicitamente em declarações de Alves contra a presidente Dilma Rousseff.
O peemedebista traz a público na voz de um aliado (?) a falta de planejamento político e amplifica o que vinha sendo contido nos intramuros congressuais: “Está faltando essa boa política no sentido de conversar, de interagir. Quando você conversa com ela, é uma conversa muito fácil. Ela conduz muito bem a conversa. Ouve bem. Mas deveria conversar mais. Ter mais a oportunidade de ouvir a classe política”.
Com 44 anos de mandato parlamentar, Henrique Eduardo Alves sabe bem quando falar e porque o deve fazer. Foi isso que fez à Folha. Foi a voz melodiosa de retaliação do Congresso ao Executivo, que tentou jogar para os parlamentares a culpa pelo quadro de anormalidade no país que levou milhões às ruas em junho.
Na rixa com o Executivo, ele já avisou que o Congresso está mesmo disposto à disputa do tipo “que vença o melhor”, deixando claro que, mesmo a contragosto da presidente da República, o orçamento impositivo será votado – e aprovado – tão logo o recesso branco termine, em agosto.
Surpreendentemente, o parlamentar apresenta uma proposta de reduzir de 39 para 25 o número de ministérios na Esplanada. Lembremos que se trata de um líder de um dos partidos conhecido por seu fisiologismo, e que vê agora no clamor popular uma oportunidade de faturar politicamente.
Como acomodar a base em tão poucos (?) ministérios? Ora, a solução simplista é enxugar a máquina para obter resultados. Como o PMDB já determinou que ou a presidente se recupera ou rompe, a senha da reforma ministerial foi dada por Alves: em agosto, mais tardar setembro, os ministros que vão disputar a eleição no próximo ano deveriam se desincompatibilizar.
A manobra pode ser desculpa para o PMDB pular da gestão petista e fazer o que faz sempre de melhor: esperar um lado vencedor para a ele aderir.
Fonte: Blog do BG
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