21 de jan. de 2015 - Por bruno
Hoje, após quatro meses em silêncio, e um dia depois de ter sido INOCENTADO pelo Tribunal Regional Eleitoral no processo movido contra mim pela campanha do deputado Henrique Eduardo Alves, derrotado nas eleições para governador, eu tenho uma história para contar pra vocês, leitores do BlogdoBG. Vou narrar, em sete capítulos, a história dessa denúncia vazia e que tinha como propósito silenciar este blogueiro e atingir o então candidato e agora governador Robinson Faria. Ações sórdidas, pressões, constrangimentos, coações e ameaças, a pessoas do meu convívio, a gente que eu sequer conhecia, integrantes da minha família e anunciantes do blog. Tudo foi feito para silenciar e desmoralizar este que vos escreve.
Seguem os capítulos. No primeiro, o histórico da relação com o deputado Henrique Alves.
Parte I (Uma relação de amizade)
A relação desse blogueiro com o deputado Henrique Alves, político muito conhecido, filho do ex-governador e ex-ministro Aluizio Alves data de muito tempo. Em 1988, a convite de Bruno Melo, fiz parte da Juventude do PMDB na campanha de Henrique a Prefeito de Natal. Tinha então 14 anos e os encontros e reuniões com Henrique eram frequentes.
Após longos anos, fui reencontrar Henrique em 2001, quando já me tornara um DJ conhecido. Henrique se relacionava na ocasião com Priscila Gimenez, que por causa do relacionamento, veio morar em Natal e montou a loja Santorinni, na avenida Afonso Pena.
A amizade ficou tão próxima que eles me chamavam para tudo que iam fazer em matéria de eventos, festas e inaugurações. Isso incluía festas na praia de Graçandu, várias, instalação de som de casa e da loja e até a festa do casamento deles no Olimpo Recepções.
A aproximação era tanta que eu cheguei a ajudar Priscila na organização, na casa de Luíza de Marilac na Av. Jaguarari na época, das mercadorias que chegavam a Natal e eram destinadas à loja de Priscila.
Em 2001, o então governador Garibaldi criou a Secretaria Especial de Governo (SEGOV) para Henrique virar secretário de governo com muitos poderes com o único intuito de ajudar e preparar sua campanha a governador.
Uma detalhe importante: minha família nunca votou em alguém da família Alves até aquela data. E tinha um forte motivo: Um tio, que era fiscal de renda, havia sido transferido para mais de 15 municípios por questões políticas, durante o governo de Aluízio Alves. Perseguição pelo fato de votar em Dinarte Mariz.
Em 2002, veio a bomba, o escândalo da revista IstoÉ, baseado no depoimento de Mônica Azambuga, ex-mulher de Henrique que o acusava de guardar uma fortuna no Exterior, U$ 15 milhões. A publicação obrigou Henrique a abortar o projeto de ser candidato a vice-presidente na chapa do então senador José Serra. E vendo a situação, eu virei um cabo eleitoral da eleição mais difícil da vida dele até aquele momento, para deputado federal, em 2002. Henrique venceu, renovou o mandato, mas não foi o mais votado, pelo contrário, a eleição foi “arrochada”. Fiz reuniões com funcionários, ia no apartamento dele no Edifício Stela Maris pegar material, reunia amigos, tudo isso sem nenhum interesse, apenas solidário por causa da situação que ele passava.
Em 2003, na festa dos 15 anos da filha de então vereador Edvan Martins, no Olimpo, numa conversa com Henrique e Priscila na mesa que estávamos, ele bateu no meu ombro e disse que seria eternamente grato a mim pelo apoio em 2002 e principalmente pelos meus gestos. Aquela frase ficou marcada na memória.
O tempo passou, a vida nos levou a caminhos diferentes e o respeito continuou. Eu virei blogueiro, passei a noticiar fatos positivos e outros negativos sobre a atuação política de Henrique Alves e nunca recebi qualquer reclamação do deputado. Sempre me limitei a noticiar os fatos relacionados a ele, inclusive a crise do avião da FAB, não entrando nunca em aspectos da vida privada. Fiz elogios e críticas e nossa relação era de respeito e simpatia.
Fonte: Blog do BG
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