21 de jan. de 2015 - Por bruno
PARTE II – A CAMPANHA
Chegou o ano de 2014. Em novembro do ano anterior, o PMDB já havia anunciado que teria candidato próprio. Garibaldi Filho, Walter Alves e Fernando Bezerra eram nomes cotados. E diziam que Henrique estava armando a própria candidatura. Num encontro com o deputado na casa de Mario Barreto, perguntei ao político se havia possibilidade de ser escolhido candidato a governador. Ele foi taxativo na resposta: “Em hipótese alguma”.
Disse a ele na ocasião que se fosse candidato teria o meu voto. Argumentei que, diante da situação crítica do Estado, achava ele o mais indicado devido os acessos no planalto central. Dois meses depois, no meu aniversário, a candidatura dele já era algo real e voltei a reafirmar a ele naquela ocasião, que ele teria o meu voto.
No final de abril de 2014, o publicitário e marqueteiro Alexandre Macedo me convidou para cuidar das redes sociais da campanha da vice-prefeita e ex-governadora Wilma de Faria ao Senado. Apresentei proposta e foi fechado o contrato. Dias depois, Alexandre me chamou e disse que Henrique Alves assumira o compromisso de contratar a mesma empresa para cuidar da campanha dele e também de Wilma, e que já tinha outra empresa em mente. Agradeci a confiança de Alexandre e anulamos o contrato sem nenhum stress. Dias depois, a advogada Tatiana Cunha me perguntou se a empresa que sou sócio em mídias digitais iria fazer alguma campanha. Eu respondi que não.
Perguntou então se eu topava conversar com Robinson Faria. Eu disse que sim e quem me procurou foi o publicitário João Maria Medeiros. Ele me perguntou como eu via a eleição nas redes, reforçou o convite para cuidar das redes sociais da campanha de Robinson Faria e eu topei.
Essa empresa, que se chama SeuTT, que funciona há quatro anos, tem um sócio investidor, atua de forma independente e hoje atende a mais de dez empresas privadas. Ela trabalha para qualquer empresa, instituições públicas, entidades ou mesmo candidatos a cargos eletivos ou de seguimentos. Todos os nossos contratos são claros, estabelecem que o BlogdoBG não tem qualquer vinculação com a empresa. No caso da campanha de Robinson, ficou formalmente acertado que não haveria qualquer vinculação entre o projeto eleitoral e o blog.
Dois dias depois do acerto com a campanha de Robinson, a esposa de Henrique, Laurita Arruda Câmara, me telefonou. Perguntou se eu iria fazer a campanha de Robinson Faria. Disse que sim, ela manifestou seu desagrado e disse temer que o BlogdoBG fosse envolvido na campanha. Eu respondi que não e que isso ficara acertado no contrato. Garanti a ela que daria a mesma quantidade de posts aos dois candidatos, inclusive no mesmo momento. E assim foi feito até começarem a me perseguir.
Fonte: Blog do BG
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