21 de jan. de 2015 - Por bruno

No final de junho, começou um disse- me-disse de que eu comandava uma rede de fakes contra Henrique Alves. Tomei iniciativa de procurar Laurita e Arturo Arruda Câmara. Procurei para tratar de outro assunto envolvendo a candidatura de Henrique, que não cabe aqui apresentar porque envolve questões pessoais de terceiros. No final da reunião, olhei para Laurita e pedi para que ela parasse de dizer que eu comandava “fakes”. Ela se mostrou espantada, se defendeu e negou estar fazendo tal coisa, falou que eram as pessoas que estavam falando, olhei nos olhos dela e disse, pessoas ligadas a você. Foi o nosso último contato pessoal.
As insinuações e acusações contra mim não cessaram. Blogueiros, jornalistas e os grupos de conversas em redes sociais relacionados a campanha do PMDB continuavam dizendo que haviam os fakes e que eu estaria envolvido, era o “coordenador”.
Havia, sim no nosso trabalho de redes, comentários a respeito de fatos positivos ou negativos da campanha e atuação política e pública de Henrique. Os casos do envolvimento do seu nome no escândalo da Petrobras, a leitura da Playboy em plena sessão do congresso, o escândalo da capa da IstoÉ, a existência de um processo no TRF sobre dinheiro no Exterior, o processo de improbidade oriunda de sua participação na SEGOV, o Caso do Bode Galeguinho.
Nada disso foram perfis verdadeiros ou fakes que inventaram. Era a repercussão da atuação de Henrique na vida pública do Estado e do País fartamente explorada pela imprensa e que é normal se usar em qualquer eleição.
Enquanto isso, a campanha se acirrava. O Exército de Laurita continuava me detonando. Um dia, ela postou que os fakes estavam para ser desmascarados. A esta altura, os falsos advogados da UERN (falo já sobre eles) tramavam a convocação de um jovem, irmão de Fernanda Andrade, que trabalhava nas redes sociais da campanha de Robinson Faria, para armar um processo contra esse blogueiro.
Um belo dia, um advogado amigo meu me fez um alerta. Pediu que tomasse cuidado porque estavam preparando uma armação contra mim.
Dias depois, Fernanda Andrade me contou o que acontecera com seu irmão. Pessoas se passando por advogados da UERN ligaram para sua mãe. O jovem compareceu ao escritório dos advogados na rua ao lado da maternidade Januário Cicco, em Natal, o assunto da conversa não tinha nada a ver com o processo dele envolvendo a UERN que eles tinham adiantado por telefone. Aquilo tinha sido apenas o mote para Fernando, irmão de Fernanda, comparecer ao escritório dos aloprados. Foi uma artimanha para encurralar, amedrontar, ameaçar, atemorizar e constranger o jovem. Trancado numa sala, foi informado de que havia detetive vasculhando sua vida, que seu telefone estava grampeado. O rapaz, que tem problemas de saúde, disse não ter conhecimento e contou que sua irmã é que trabalhava com redes sociais. Foi o suficiente para se montar uma armação contra esse blogueiro. A ideia era calar, silenciar, constranger, ridicularizar e desmoralizar esse blogueiro. Mas, na pressa, armaram uma denúncia meia boca para ter peso na campanha e comprometer o meu blog. Me destruir literalmente.
Logo depois disso, a assessoria da campanha de Henrique divulga releases, informando que os “fakes” haviam sido desmascarados e que a rede era comandada por um famoso blogueiro. Temi naquele momento que alguém tivesse feito alguma besteira sem o meu conhecimento, reuni a equipe de redes sociais, todos negaram veementemente terem feito qualquer coisa do que estávamos sendo acusados, depois me reuni com o marketing da campanha. João Maria Medeiros procurou me tranquilizar, dizendo que era balão de ensaio. A esta altura, a campanha de Robinson Faria era comprovadamente melhor nas redes sociais e as pesquisas apontavam seu crescimento nas pesquisas. O desespero já batia do outro lado. Enquanto isso, nos grupos de redes sociais, o exército de Laurita continuava me detonando.
Fonte: Blog do BG
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